Inclusão

Outubro Rosa reforça a importância da prevenção inclusiva

11/10/2025 Isabela Marangoni
Pexels/Reprodução

Outubro chega trazendo a oportunidade de reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Criada ainda na década de 1990, a campanha Outubro Rosa busca conscientizar mulheres e homens sobre a necessidade de cuidar da saúde e realizar exames regularmente.

Com o tema Garra e coração para se cuidar, a ação de 2025 destaca a importância do autocuidado, da prevenção e do diagnóstico precoce na luta contra o câncer de mama — o tipo mais comum entre mulheres no mundo.

O câncer de mama é o segundo tipo mais incidente globalmente e o quarto em mortalidade, considerando ambos os sexos. Entre os homens, sua incidência é de cerca de 1%, sendo, portanto, majoritariamente feminino. “Uma em cada oito mulheres receberá esse diagnóstico ao longo da vida”, alerta a mastologista Mariana Baraldi.

A especialista reforça que o diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de sucesso do tratamento e de cura. Para mulheres com risco habitual, recomenda-se o rastreamento anual com mamografia a partir dos 40 anos, até, pelo menos, os 74 anos. “A mamografia permite detectar o câncer em estágios iniciais, com taxas de cura que podem chegar a 95%”, destaca. Para pacientes de alto risco, o acompanhamento deve ser mais intensivo, com exames semestrais que alternem mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética, de acordo com avaliação individualizada.

No Brasil, o Outubro Rosa mobiliza ações de conscientização inclusivas e acessíveis. “Devem alcançar todas as mulheres — sejam neurotípicas, neurodivergentes, com ou sem deficiência”, enfatiza Mariana.

Acolhimento

A médica também destaca a importância de adaptar os atendimentos às necessidades de cada paciente. “A forma de prevenção e as manifestações do tumor são as mesmas, mas devemos garantir profissionais atentos à maneira como cada paciente expressa suas queixas. Para uma mulher com deficiência física, por exemplo, é necessário um mamógrafo ajustável ou a possibilidade de realizar o exame na posição adequada”.

O acolhimento e a comunicação clara durante os exames são igualmente importantes. “Toda a comunicação deve ser acessível e respeitosa. Medidas adaptativas oferecem acolhimento e segurança, como salas reservadas com iluminação reduzida, uso de abafadores de ruído, macas acessíveis para cadeirantes e mamógrafos adaptados”.

Para mulheres neurodivergentes, a sensibilidade da equipe médica é ainda mais crucial. “Uma paciente dentro do espectro não verbal, por exemplo, pode relatar desconforto por meio de desenhos, ilustrações adaptadas ou fluxogramas visuais”, explica Mariana.

O cuidado inclusivo e o diagnóstico precoce continuam sendo as principais estratégias na luta contra o câncer de mama, reforçando a mensagem do Outubro Rosa: informação, prevenção e acolhimento para todas.