
Infração passa a ter valor de R$ 11.106,00 e será dobrada em caso de reincidência
A Prefeitura de Mongaguá atualizou a legislação sobre descarte irregular de resíduos sólidos, entulhos e materiais de construção em áreas públicas. A multa pela infração é de R$ 11.106,00 (300 UFESPs) e será cobrada em dobro em caso de reincidência.
Entende-se por área pública as vias, calçadas, canteiros, praças e margens de rios. Constatada a inobservância à lei, o infrator será notificado para, no prazo improrrogável de três dias, providenciar a retirada do material irregular e a limpeza do local. O não-atendimento sujeitará ao pagamento da multa. Aplicada a pena, o infrator será notificado para, no prazo de 15 dias, pagar ou apresentar defesa, sob pena de confirmação.
Decorrido o prazo de notificação, a Prefeitura poderá retirar os materiais e limpar o local, ou fazê-lo através de empresa contratada, cobrando do infrator o custo dos serviços, acrescido de taxa de administração de 20%, sem prejuízo da multa cabível, além de eventuais acréscimos legais e despesas advindas de sua exigibilidade e cobrança.
A defesa deverá ser apresentada à Unidade Gestora de Obras Particulares, responsável pela Fiscalização e aplicabilidade da lei, ficando sua análise e decisão a cargo de comissão criada para este fim. É garantido ao infrator o recurso no prazo de 15 dias, a contar da ciência do despacho contrário à defesa apresentada. Todos os prazos serão contados em dias corridos, excluído o dia da notificação e incluído o do vencimento.
É permitida a disposição de materiais de construção em uso na calçada da obra, em área devidamente delimitada, desde que respeitada a faixa mínima de um metro de obstáculos, reservada à passagem de pedestres. E fica estabelecida a responsabilidade das construtoras o entulho gerado pelas suas obras, devendo apresentarem as notas fiscais referentes à remoção e ao descarte do material.
A nova legislação também revoga a Lei Municipal nº 2.569/2010 que, embora tenha estabelecido regras importantes, fixou multa de R$ 300,00, valor que se tornou irrisório com o passar do tempo, além do Decreto Municipal nº 6.096/2014, que, de forma irregular, instituiu multa e sanções sem respaldo legal.
Com esta norma, a multa passa a ter previsão legal, mediante a fixação em UFESP (Unidades Fiscais do Estado de São Paulo), assegurando correção monetária automática e evitando defasagens, e mantém a disciplina processual com garantias de defesa e recurso.



Só uma pergunta? Qdo que vão fazer as coletas dos mesmos materiais ? E qdo vão limpar os matos das ruas? ,pois são pagas as limpezas públicas e nada acontece , sendo que morador tem que limpar e ainda pagar. Na minha opinião deveriam fazer mais e parar de fazer tanta propaganda do que cobrar.