Metrópole

Santos e SV podem ter casos de intoxicação por metanol

02/10/2025 Da Redação
Divulgação/Governo de SP

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo confirmou, no início da noite desta quinta-feira (2) que investiga dois casos de intoxicação por ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas na Baixada Santista. Uma das ocorrências se dá em Santos e outra em São Vicente. No total do Estado, há 11 casos de contaminação e 41 sob investigação. Cinco pessoas já morreram em virtude dessa contaminação, sendo três de São Paulo e duas de São Bernardo do Campo.

Após os casos de contaminação por metanol em bebidas falsificadas, o Governo de São Paulo mantém o gabinete de crise mobilizado em torno das investigações e das medidas de precaução. Como resultado das fiscalizações, sete estabelecimentos foram interditados até a tarde desta quinta-feira (2). O número de prisões no ano subiu para 24 após a detenção de duas mulheres com 162 garrafas de uísque falsificadas no município de Dobrada, na região de Araraquara. As bebidas estavam sem documentação fiscal e possuíam rótulos desconhecidos no Brasil.

Numa das interdições, em M’Boi Mirim, houve a apreensão de seis caixas (60 garrafas) de vodka do mesmo lote apreendido na distribuidora de Barueri na quarta (1). Além disso, foram encontradas caixas abertas, rotulagem errada, e no espaço havia roedores, baratas, alimentos e água de coco vencidos e carne sem controle de temperatura.

As operações, conduzidas em conjunto pelas secretarias da Saúde, Segurança Pública, Fazenda e Justiça, têm caráter cautelar e investigam o possível envolvimento desses locais com a comercialização de produtos adulterados. As vistorias abrangem bares, adegas e distribuidoras em diferentes municípios.

RECOMENDAÇÕES

A Secretaria ainda recomenda que o paciente com quadro incomum após ingestão de bebida alcoólica deve procurar atendimento médico imediato, realizar exames laboratoriais e avaliação oftalmológica. Os sintomas de alerta são dores abdominais intensas, tontura e confusão mental. O socorro em até seis horas após o início dos sintomas é fundamental para evitar o agravamento.