Cena

‘Palavra de Mulher’ chega à região com apresentações gratuitas

18/08/2025 Isabela Marangoni
 João Caldas/Divulgação

Há 17 anos em cartaz, o musical “Palavra de Mulher”, que reúne Lucinha Lins, Tânia Alves e Virgínia Rosa em cena, desembarca nesta semana na Baixada Santista para apresentações gratuitas. O espetáculo, que revisita personagens femininas da obra de Chico Buarque em clima de cabaré, será encenado amanhã (19), às 19 horas, no Teatro Municipal Serafim Gonzalez, em Praia Grande, e na quarta-feira (20), no Teatro Municipal Brás Cubas, em Santos, às 18 e às 21 horas. Os ingressos serão distribuídos nas bilheterias uma hora antes de cada sessão.

Misturando música e teatro, a montagem se mantém viva há quase duas décadas graças à força da obra de Chico. “São músicas atemporais. Imagine que estamos cantando músicas que foram compostas há 40, 50 anos atrás. E elas são absolutamente perfeitas para se cantar nos dias de hoje e provavelmente nos próximos 300 anos”, destaca Lucinha.

No palco, as três artistas se alternam em solos, duetos e trios, interpretando diferentes personagens femininas. Para Lucinha, a experiência é também um reencontro com papéis que marcaram sua carreira. “Essas personagens fazem parte da minha vida profissional, da minha carreira, do meu coração. É muito gostoso reviver essas personalidades no palco novamente”, afirma.

A ambientação em cabaré contribui para a proximidade com o público. “As próprias personagens que eu encenei na minha vida me dão o que eu preciso de gancho para interagir com a plateia e brincar dentro desse cabaré, que é uma coisa muito simpática e aconchegante no cenário do espetáculo”, explica a atriz.

Lucinha também relembra a canção que se tornou símbolo de sua trajetória. “Existe uma música que passa a ser uma das marcas registradas da minha vida, que é a história de uma gata, no filme Saltimbancos Trapalhões. Até hoje o público pede essa música, canta junto e revive memórias da infância. É emocionante”.

Para ela, Chico Buarque traduz sentimentos femininos de forma única. “Eu costumo dizer que, em outras vidas, Chico Buarque foi uma mulher. A maneira como ele retrata sentimentos femininos não é coisa fácil para um homem. É impossível não se identificar com esses sentimentos. É fora do comum, é maravilhoso”.

O espetáculo também é marcado pela cumplicidade entre as intérpretes. “Nós temos um casamento profissional fora do comum e também um casamento de almas, de carinho, de amizade, de respeito. Estamos sempre juntas e sabemos a importância uma da outra. É uma bênção”, resume Lucinha sobre a parceria com Tânia Alves e Virgínia Rosa.

Cada apresentação, segundo ela, é única graças à interação com a plateia. “Jamais um espetáculo será igual ao outro. Quem dá esse feedback, essa alegria, essa troca, é a própria plateia. E nós aguardamos ansiosamente essas manifestações para curtir juntos”.

No fim, Lucinha define o que a emociona em seguir no palco depois de tantos anos. “Estar no palco, para mim, sempre é e será emocionante”.