
A barreira submersa de geobags – estrutura de rochas e sacos de areia, que tem o intuito de minimizar a erosão e os danos causados pelas ressacas e atualmente ocupa a área marítima de 500 metros entre o Aquário Municipal e a Ponte Edgard Perdigão, na Ponta da Praia – poderá ser expandida até a altura da Avenida Siqueira Campos (Canal 4) no Boqueirão. O estudo e o projeto referentes à extensão da proteção costeira, realizados por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), contratados pela Autoridade Portuária de Santos (APS), está em fase de consolidação e, na sequência, segue para o Licenciamento Ambiental prévio.
A iniciativa é fruto da formalização do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Autoridade Portuária de Santos (APS) e o Ministério Público Federal (MPF), firmado por volta de 2017. Os técnicos da Unicamp que participam do estudo são os mesmos que desenvolveram, há sete anos, o projeto-piloto para Mitigação e Monitoramento dos Efeitos Erosivos, pioneiro no País.
A estrutura atual, em formato de “L”, que está em ação, foi instalada em 2018. É formada por 49 geobags, em 275 metros, a partir da mureta na altura da Rua Afonso Celso de Paula Lima, com objetivo de diminuir a carga de energia das ondas, mais a construção, paralela à orla, de 240 metros de extensão, que ajuda a armazenar a areia trazida pela ressaca e recuperar o trecho de praia. Cada geobag foi preenchida com cerca de 7 mil m³ de areia, pesando 300 toneladas.
A Prefeitura de Santos informou que os geobags foram fundamentais para minimizar os efeitos das ressacas em Santos, ao diminuir a energia das ondas, servindo para conter a erosão e armazenar areia no local. “Um exemplo é não ter ocorrido comprometimento da estrutura urbana, na região onde há geobags, na última grande ressaca que atingiu a Cidade nos dias 29 e 30 de julho”, apontou a nota.


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