
A cidade de Santos contará com 3.200 câmeras de monitoramento até o final de 2025. Ao atingir, no início da segunda quinzena de julho, a marca de três mil equipamentos, o Município já planejava essa ampliação do sistema. A vigilância está presente em toda a Baixada Santista e, em algumas cidades, vem sendo reforçada.
Em um número exato, Santos tem 3.006 equipamentos que auxiliaram, em 2025, no atendimento de 1.157 ocorrências pela Guarda Civil Municipal (GCM) em ações conjuntas com a Polícia Militar (PM). Em pouco mais de um ano houve a instalação de 1.240 novos equipamentos dos 1,5 mil previstos em contrato. A ampliação começou em maio de 2024.
São câmeras que contam com IVA (do inglês Intelligent Video Analytics, ou Análise Inteligente de Vídeo), o conjunto de recursos avançados usados em câmeras de monitoramento para analisar automaticamente as imagens captadas, sem necessidade de supervisão humana constante. Dentre várias funções, a tecnologia faz detecção de movimento inteligente e detecção de intrusão, quando alguém entra em uma área restrita.
“É um desenho de comportamento das pessoas que estão próximas. Qualquer movimento fora do normal, um comportamento não desejado, as câmeras detectam”, diz o secretário de Governo de Santos, Fábio Ferraz. “Nós conseguimos ter certeza de se tratar de um gato ou de um gatuno”, complementa.
As principais vias com grande circulação de pessoas e veículos em todas as regiões vêm recebendo ampliação e modernização, a exemplo das avenidas Conselheiro Nébias, Ana Costa, Afonso Pena, Francisco Glicério e Nossa Senhora de Fátima. A Área Continental também foi contemplada com novas câmeras no Caruara.
“Na área insular, as câmeras contam com OCR, que é o leitor de placas, capaz de identificar qualquer veículo suspeito, além daqueles envolvidos em ocorrências em andamento, mesmo que venham de outras localidades”, lembra Ferraz.
PRÉDIOS PÚBLICOS
Além das vias da Cidade, há câmeras do Centro de Controle Operacional (CCO) em diversos prédios e espaços públicos, como unidades municipais de educação (UMEs), unidades de saúde, parques e nos quatro cemitérios municipais.
SEGURANÇA
Todas as imagens gravadas ficam armazenadas por 30 dias, podendo ser utilizadas para investigações de ocorrências da Guarda Civil Municipal e atendimento de solicitações das polícias Civil e Federal e do Poder Judiciário. Por mês, de 15 a 30 pedidos de imagens são feitos por essas instituições.
Além disso, as imagens captadas por câmeras em locais estratégicos são repassadas em tempo real ao Programa Muralha Paulista, do Governo do Estado, e à plataforma Córtex, do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
NAS CIDADES
O sistema de monitoramento por câmeras era uma novidade quando Praia Grande o implantou em 2002. Na época foram 333 equipamentos ligados, o que permitiu que 192 km de cabos de fibras óticas transmitissem informações como imagens, sons, textos e números.
Em 2015, com 1.530 câmeras, equipamentos digitais e uma ampla reforma no espaço que ocupava a central de monitoramento, o local ganhou o nome atual, Centro Integrado de Comando e Operações Especiais (Cicoe). Como a Cidade tem 120 câmeras integradas ao Muralha Paulista, houve 39 capturas de procurados desde a implementação.
Em São Vicente a Secretaria de Defesa e Organização Social (Sedos) informou que o sistema de monitoramento por câmeras, operado pelo Centro de Controle Operacional (CCO) e integrado à Guarda Civil Municipal (GCM), Polícia Militar (PM) e setor de Trânsito, conta, atualmente, com 202 câmeras em funcionamento na Cidade. O Município está em fase final de formalização para assinar o convênio com o programa Muralha Paulista.
Bertioga conta com mais de 1 mil câmeras de monitoramento, conectadas ao Centro Operacional de Imagens de Bertioga (Coibe). De acordo com a Prefeitura, há um convênio com o Programa Muralha Paulista.
Mongaguá ainda não tem seu sistema integrado ao Estado, mas essa mudança está em planejamento, assim como a implantação de equipamentos com reconhecimento facial e leitor de placas.
Itanhaém tem 32 são câmeras inteligentes do tipo OCR (leitura de placas veiculares). O Município está em processo de celebração de convênio com o Programa Muralha Paulista. Peruíbe também está em vias de firmar convênio com o Estado.
SAI
Quem trafega pelo Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) também está sob constante vigilância. E a Ecovias, empresa que administra o sistema tem testado soluções de inteligência artificial voltadas à melhoria da operação viária, com foco na detecção de incidentes, análise de tráfego e apoio à tomada de decisões em tempo real. Essas tecnologias vêm sendo avaliadas em cenários reais e apresentam potencial para elevar a eficiência operacional e a segurança dos usuários do sistema.

No trecho de túneis da Rodovia dos Imigrantes, a concessionária opera 81 câmeras com tecnologia de Detecção Automática de Incidentes (DAI). Esse sistema é capaz de identificar situações fora do padrão — como veículos parados ou pedestres na via — e acionar alertas sonoros e visuais no CCO.
Em situações de tráfego intenso ou condições adversas — como acidentes ou outras ocorrências — essas tecnologias assumem o papel de acionar protocolos operacionais que organizam a passagem segura dos veículos.
Outros equipamentos operam de forma integrada às câmeras, como 14 estações meteorológicas e 48 contadores de tráfego. Essa infraestrutura integra um ecossistema tecnológico que proporciona uma visualização precisa e em tempo real das condições da rodovia.
Desde setembro de 2024, o sistema de monitoramento do SAI integra o Muralha Paulista. A Ecovias Imigrantes opera um sistema composto por cerca de 180 câmeras distribuídas ao longo dos 177 quilômetros da malha rodoviária, além de 16 câmeras exclusivas do Policiamento Rodoviário, equipadas com sensores de detecção automática de incidentes e integração direta com o Centro de Controle Operacional (CCO).


Deixe um comentário