
O novo Amityville, com direção de Joseph e Vanessa Winter (Deadstream), começa a ser filmado até o fim de 2025. A proposta é trazer uma nova visão para a história clássica da casa mal-assombrada que virou referência no terror. A dupla é conhecida por usar bom ritmo e criatividade em narrativas de baixo orçamento, o que pode dar fôlego ao título sem depender de efeitos exagerados.
Histórias assim sempre me atraíram. Casas com barulhos estranhos, portas que se fecham sozinhas, corredores escuros. Gosto tanto das que assustam de verdade quanto das que brincam com o medo, como Beetlejuice. O importante é a casa ter vida própria, quase como um personagem. E, principalmente, que o espaço doméstico — lugar onde deveríamos nos sentir seguros — vire cenário de tensão.
Gosto demais desse subgênero de terror, o da casa mal-assombrada. E Terror em Amityville foi, na época em que descobri os livros de terror na biblioteca da escola e me viciei no gênero, um dos que mais curti, até porque existe toda uma aura de que a história é real. A casa, inclusive, existe, perto de Nova York. Muitos são ruins. Alguns viram comédia involuntária. Outros parecem nem ter assistido ao original. Ainda assim, continuo vendo. Há algo nessa ideia de um lar contaminado que sempre me puxa de volta.
A nova versão tem potencial. Os diretores sabem misturar humor e tensão, e isso pode funcionar bem aqui. Não espero um filme revolucionário. Mas se tiver clima e alguns bons sustos, já vai valer a pena. O terror das paredes que guardam segredos continua funcionando — e sempre vai ter espaço pra mais uma visita a Amityville.


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