
Por quem ama cinema, julho já começa com tapete vermelho (mesmo que imaginário). O Santos Film Fest — Festival de Cinema de Santos — prova, ano após ano, que a sétima arte não é só para críticos ou salas cheias de pose. Aqui, o cinema é para todo mundo: para quem sonha, reflete, se emociona ou simplesmente adora uma boa história bem contada. O diretor do festival e também curador das mostras, André Azenha, reforça o compromisso com o maior festival de cinema da região. “O Festival de Cinema de Santos é um marco que promove a ocupação dos espaços públicos para exibir, difundir e debater a arte”.
O festival dedica parte da programação de hoje às crianças — e também aos adultos que guardam aquela curiosidade infantil. Pela manhã e à tarde, rolam sessões especiais na Associação Projeto Tia Egle e na Escola dos Andradas, com curtas que valorizam a infância, a imaginação e a diversidade. Para completar, sempre tem um longa surpresa no fim.
No Cine Arte Posto 4, a maratona segue firme com a Retrospectiva Imara Reis, celebrando a trajetória dessa atriz que marcou a cena nacional. A programação ainda traz a mostra Histórias que Ecoam, e, às 21h, um presente para quem ama musicais: A Noviça Rebelde, de 1965, exibido em cópia restaurada, pronto para emocionar novas gerações.
Na quarta-feira, 2 de julho, o festival se despede em grande estilo. Às 16h, no Cine Arte Posto 4, vai ao ar Obscenidades, de Roberto Henkin, seguido pelo clássico O Beijo da Mulher-Aranha, dirigido por Héctor Babenco — obra essencial, que coleciona prêmios e discussões calorosas até hoje.
A programação continua às 18h30 com Três Moedas na Fonte, dentro da Retrospectiva Imara Reis, seguido de Um Estranho no Ninho, de Milos Forman. Quem ainda não viu Jack Nicholson enlouquecer genialmente, chegou a hora. Para os que já assistiram, vale rever cada detalhe e se deixar impactar de novo. Encerrando as sessões no Cine Arte, às 21h, entra em cena o francês É Tempo de Amar, dirigido por Katell Quillévéré. Um drama sensível que deixa aquele silêncio reflexivo quando as luzes acendem.
O encerramento oficial, porém, acontece às 18h, na Open House Idiomas, com a palestra Celebrando Clássicos, ministrada pelo professor e pesquisador Waldemar Lopes. Em pauta, os 60 anos de A Noviça Rebelde, um marco que ainda encanta plateias pelo mundo, e os 40 anos de O Beijo da Mulher-Aranha, um dos grandes orgulhos do cinema brasileiro.
Logo depois, às 19h30, é hora de conhecer os vencedores da edição. O anúncio dos filmes premiados promete corações acelerados, discursos emocionados e muita expectativa. Afinal, além dos troféus, o reconhecimento pode abrir portas e transformar carreiras.
Realizado pelo Instituto CineZen Cultural, o Santos Film Fest reafirma seu compromisso com a democratização do cinema e a valorização da cultura em todas as formas. A programação acessível e diversa aproxima o público de filmes que vão além do entretenimento: são obras que provocam, tocam e fazem pensar.
O festival convida a sentar, respirar e se entregar à experiência coletiva da tela grande. Se ainda não deu tempo de passar por lá, dá pra se programar. E, claro, não perca o grande momento da quarta-feira: o anúncio das produções vencedoras, que promete encerrar o festival com chave de ouro.
No fim das contas, é isso que o Santos Film Fest quer mostrar: que cinema também é ferramenta de transformação. Ao ocupar bairros, dialogar com estudantes e chegar às periferias, o festival espalha arte, estimula o pensamento crítico e planta a semente da reflexão. E, quem sabe, faz cada um sair de lá já sonhando em escrever seu próprio roteiro — dentro ou fora das telas.


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