
Mais um grande destaque santista está seguindo o ‘caminho suave’ e conquistando uma pilha de medalhas nacionais e internacionais. Giovanna Imhof, de apenas 15 anos, está, pouco a pouco, trilhando seu caminho até seu maior objetivo: as olimpíadas.
Entre suas conquistas mais recentes estão os ouros no Campeonato Paulista 2025, no Open Ajinomoto (promovido pela Federação Paulista de Judô) e no Meeting Nacional Cadete. Além destas, estão as medalhas internacionais como o bronze no Thuringia-cup, disputado na Alemanha, e a prata no Pan-Americano e Oceania, em Lima, no Peru.
Essa caminhada iniciou por volta dos 3 anos da atleta, quando sua mãe lhe colocou para praticar judô, por recomendação da escola onde estudava, já que Giovanna era uma criança bastante ativa, e seu talento já era proeminente mesmo com a pouca idade. “Meu primeiro sensei, no Tumiaru, me levou para disputar um festivalzinho, com uns quatro ou cinco anos, e eu fiquei com a prata. Ter a medalha já era uma grande felicidade. Lembro de pouca coisa porque eu era bem pequena, lembro de ter mais umas três meninas na categoria e do sensei falando que eu tinha que me mexer e ser rápida”, conta a judoca.
O tempo passou, Giovanna criou gosto pelo judô e agora, adolescente e vitoriosa, tem que lidar com a rotina puxada de quem quer ser a melhor. De manhã, estudos. Na parte da tarde e noite, treinamento. “É natural ter que deixar algumas coisas de lado para conseguir prosperar. Às vezes tenho que deixar de sair com os amigos numa sexta-feira à noite, porque estou no treino ou tenho uma competição no fim de semana. Faz parte”, diz. Determinada, ela não se abala, nem se sente pressionada pela posição que conquistou graças ao seu esforço. “A sensação é muito boa. A gente ver que os treinos estão dando resultado, tanto nas competições nacionais quanto nas internacionais, é ótimo. E eu me sinto grata por tudo isso, por todos que me apoiam”, afirma. “E, até o momento, não me sinto pressionada com a expectativa das outras pessoas, mas eu acabo criando uma pressão própria por ver pessoas como o Rogério Sampaio e a Dani Zangrando me elogiando, crio uma pressão para um dia poder chegar no lugar onde eles chegaram”.

O Futuro
Giovanna, agora, se prepara para disputar uma vaga no mundial cadete, em agosto, mas sonha grande, tem o objetivo de chegar às olimpíadas. Seu treinador, Anderson Fonseca, que já acompanha a judoca há cerca de dois anos, acredita que isso é quase certo. “O futuro é promissor para quem tem talento, dedicação e garra como ela. A Giovanna é uma atleta com um potencial incrível, e tudo indica que seu caminho a levará à Seleção Brasileira e a representar nosso país nas olimpíadas”, diz.

Contudo, o treinador faz um alerta à jovem judoca. “Ela está evoluindo muito bem, mas ainda peca na atenção aos detalhes em momentos decisivos na luta. Isso pode fazer toda a diferença no controle e no ritmo da luta”, afirma.
Anderson destaca que Giovanna não é apenas uma atleta disciplinada e comprometida, mas também uma ótima parceira de equipe e “uma menina de ouro. Ela tem sede de aprendizado. É tranquila, divertida e está sempre torcendo pelos colegas. Ela é pura leveza”, afirma.


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