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Adolf Eichmann

29/05/2025 Mendy Tal
Adolf Eichmann | Jornal da Orla

Há  65 anos, exatamente no dia 11 de Maio, Israel realizou uma missão complicadíssima para sequestrar e levar a julgamento, um dos maiores criminosos do Holocausto,  Adolf Eichmann.

Eichmann era o encarregado de facilitar e gerenciar a logística envolvida na deportação em massa de judeus para guetos e campos de extermínio na Europa Oriental, ocupada pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial e promoveu a infame “Solução Final.”

Nunca houve qualquer dúvida de que Eichmann era um nazista fanático e anti-semita, totalmente dedicado ao assassinato de até o último judeu da Europa.

Este crápula, em conversas com um nazista holandês, gravadas enquanto estava escondido na Argentina, deixou claro que seu único arrependimento era que alguns judeus conseguiram sobreviver aos seus esforços, Eichmann declarou: “se 10,3 milhões desses inimigos tivessem sido mortos, teríamos cumprido nosso dever.”

Após a guerra, Eichmann foi capturado pelas forças aliadas, mas escapou e fugiu para a Argentina.  Lá, um sobrevivente do Holocausto , cuja filha estava namorando o filho de Eichmann, ficou desconfiado da identidade do pai do garoto, e a inteligência israelense foi alertada.

Então, uma operação complicada, envolvendo cerca de uma dúzia de agentes do Mossad, foi preparada e executada em maio de 1960. Eichmann,  morava em Buenos Aires sob o pseudônimo Ricardo Klement.

Assim, Eichmann foi capturado e encoberto em um carro a caminho de casa, por uma equipe de agentes do Mossad.  Um destes agentes foi Rafi Eitan e  disse: “A cabeça de Eichmann estava no meu colo”.

O agente examinou seu corpo em busca de cicatrizes conhecidas e disse que se sentiu extático quando as encontrou e confirmou a identidade do assassino.

Foi elaborado um plano sofisticado  para retirá-lo do país sem alertar as autoridades argentinas.

Um avião da El Al trouxe uma delegação oficial de Israel a Buenos Aires como cobertura para recuperar o carrasco dos judeus.

Ele foi disfarçado de funcionário da companhia aérea, que estava doente, e foi vestido com um uniforme da El Al, foi sedado e colocado num assento de primeira classe.

David Ben-Gurion, o primeiro primeiro ministro de Israel, anunciou a captura do assassino ao parlamento israelense e a um mundo atordoado.

Eichmann foi acusado de 15 crimes contra o povo judeu, crimes contra a humanidade, crimes de guerra e participação em uma organização hostil.

Após um julgamento de oito meses, durante o qual 99 sobreviventes do Holocausto testemunharam, Eichmann foi condenado à morte e enforcado em 31 de maio de 1962 – a única vez na história de Israel que a pena de morte foi decretada e aplicada.

Seu corpo foi cremado e as cinzas espalhadas no mar, além das águas territoriais de Israel.

A determinação e a maestria do Serviço Secreto Israelense, o Mossad, provaram ao mundo que, sempre que necessário for, Israel irá capturar, julgar e punir aqueles que buscam a morte de judeus. Onde quer que seja.