
O lobby do Partido dos Trabalhadores é algo realmente impressionante, capaz de convencer lideranças de vários países, personalidades mundiais, grandes veículos de comunicação do planeta e até mesmo setores da ONU. A versão de que o ex-presidente Lula da Silva foi condenado injustamente e sem provas por parte do Poder Judiciário, numa suposta conspiração para alijá-lo do processo eleitoral ganha força internacional.
Não faz o menor sentido, mas Lula é tratado como vítima e não como vilão – um cidadão que se enriqueceu na política e traiu a esperança de milhões de brasileiros.
O exemplo mais recente de que essa estratégia do PT parece conquistar um número crescente de adeptos, contrariando a lógica e os fatos, foi registrado durante a semana, quando o Comitê de Direitos Humanos da ONU concedeu uma liminar autorizando Lula a ser candidato à presidência e a fazer campanha mesmo dentro da prisão. “Decisão obrigatória e de efeito imediato”, diz o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, que faz parte do corpo de especialistas da ONU.
Do ponto de vista prático, a iniciativa do Comitê de Direitos Humanos da ONU não representa nada, absolutamente nada, mas o efeito político é inegável e reforça, em nível internacional, o argumento insano do PT de que Lula é vítima de uma conspiração.
Aos olhos da Justiça brasileira, Lula é um cidadão condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, impedido de participar de eleições com base na Lei da Ficha Limpa que ele próprio sancionou enquanto presidente. Há uma enxurrada de provas e evidências que revelam que Lula comandou um imenso esquema de corrupção para perpetuar seu partido no poder. Para tanto, o chefão petista aliou-se ao que há de mais nefasto na política nacional, como Sarney, Collor, Cabral, Renan e cia ilimitada.
Os milhões de reais declarados na própria conta do chefão e no espolio de sua mulher, juntamente com os depoimentos de delatores, entre os quais seu amigo e ministro – réu confesso -, Antonio Palocci, são provas irrefutáveis do gigantesco esquema de corrupção comandado por Lula.
Inacreditável, portanto, que até setores da ONU acreditem na inocência de Lula. Parece piada de mau gosto.



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