Atualmente, Santos atende 950 crianças com deficiências diversas. Um esforço que envolve não somente a Secretaria de Educação, como da Defesa da Cidadania e a de Ação Social. Em todas as unidades municipais de ensino, desde a educação infantil à básica, existem profissionais para atender, ensinar e acompanhar os alunos que precisam de atendimento especializado, conforme explica a chefe do Departamento Pedagógico da Seduc, Maria Helena Marques.
“Nós atendemos alunos dos 4 aos 14 anos. Nas unidades existem salas multifuncionais, onde os estudantes têm à disposição recursos que auxiliam no aprendizado. Esses espaços funcionam no contraturno escolar, ou seja, a criança assiste às aulas no turno regular e permanecem na escola para atendimento especial”, explica.
A escola 28 de Fevereiro, no Saboó, por exemplo, é um dos polos de educação para alunos com deficiência auditiva. Durante as aulas, intérpretes de Libras permanecem ao lado do professor, traduzindo o conteúdo ao estudante. Só nesta unidade, são 63 crianças e adolescentes que frequentam, assiduamente, as aulas. Nesses polos, a Prefeitura mantém as salas de recursos, com professores capacitados em atendimento educacional especializado, como a educadora Luciana Pereira Muniz, que acredita na capacidade de todos os alunos que já passaram por sua sala. “Os pais precisam ter consciência de que qualquer criança tem condições de aprender. Uma de nossas alunas, que é surda, já está inserida no mercado de trabalho”, exemplifica.
Além dos intérpretes, outros profissionais da Seduc integram o projeto municipal de inclusão, conforme a necessidade dos alunos de cada unidade, como professores de braile e de atendimento domiciliar, em que um professor vai até a casa dos estudantes que não podem frequentar a escola. A Prefeitura mantém, ainda, convênios com entidades assistenciais especializadas, como o Nurex e o Lar das Moças Cegas.
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