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Vitalismo e o desequilíbrio das energias

16/01/2014
Vitalismo e o desequilíbrio das energias | Jornal da Orla
Atualmente, a ciência moderna explica a saúde, a doença e a vida a partir de uma lógica toda própria, construída a partir da Idade Moderna, com René Descartes. Outras ideias foram sendo incorporadas ao pensamento deste filósofo para determinar o que achamos razoável, confiável e digno de ser considerado verdadeiro, ainda que de forma transitória. 
 
Neste percurso filosófico, o “penso, logo existo” trouxe uma concepção de mundo no qual o ser humano entenderia as questões terrenas pela ciência, deixando as dúvidas transcendentais para a religião resolver. Desse modo, corpo é corpo e alma é alma, cada um com o seu modo de ver e solucionar os problemas.
 
O que se convencionou chamar de medicina ocidental criou as especialidades, estudando profunda e rigorosamente cada parte do nosso corpo. Essa posição de pensamento tornou o ser humano fracionado, deixando de vê-lo como um todo. Para a ciência, não somos nem um todo orgânico, nem se admite a possibilidade de uma influência recíproca entre o corpo e a individualidade, marcada pela razão e pela emoção de cada um.
 
Outras formas de explicar a saúde, como a medicina tradicional chinesa, ayurveda, homeopatia, antroposofia, florais e muitas outras, entendem essa relação e são chamadas de terapias vitalistas, pois partem do princípio de que há uma energia que circula por entre os seres vivos e que o acúmulo, a falta ou o desvio dessa energia é capaz de provocar transtornos orgânicos e vice versa.
 
Para cada uma dessas formas de terapia, os medicamentos são próprios para a correção dos desequilíbrios orgânicos e os da individualidade. Por partirem de uma lógica inicial diferente, os medicamentos dessa estratégia terapêutica nem sempre são aceitos por aqueles que professam a predominância da materialidade. 
 
Por outro lado, as terapias vitalistas, por não terem uma sólida base científica para as suas afirmações, tornam-se um campo adequado para que pessoas ajam como profetas da anunciação, apresentando curas milagrosas e criando pensamentos dogmáticos, sem a menor racionalidade. Como o ditado popular diz “nem lá, nem cá”.
 
Apesar das terapias vitalistas não terem estudos científicos consolidados, a existência milenar da ayurveda e da medicina tradicional chinesa e da duocentenária homeopatia dão suporte para sua eficácia e confiança. Precisamos abrir nossas mentes para aceitar a possibilidade de explicarmos os fenômenos do corpo de outra forma que não apenas aquela que seja a mais aceita. Ao fazer uso dessas terapêuticas, procure farmácias com credibilidade. Converse com o farmacêutico.
 
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