
Um novo termo está cada vez mais frequente no mercado farmacêutico: os biossimilares. Assim como temos os similares e medicamentos genéricos semelhantes aos medicamentos de marca, os biossimilares são semelhantes ao um medicamento biológico já presente no mercado. Há de se notar que só há o lançamento de similares quando o tempo de patente já expirou. Mas existem algumas diferenças na comparação, considerando-se que um medicamento biológico tem uma variabilidade natural, não será uma cópia identica.
Em outubro de 2015, a Anvisa autorizou o primeiro biossimilar brasileiro, contendo filgrastim, uma substância presente no mercado farmacêutico internacional desde a década de 1990, sob diversas denominações comerciais. Filgrastim age aumentando um tipo de célula sanguínea, os neutrófilos, um dos componentes importante no processo de defesa imunológica. É um medicamento indicado para quem tem certas doenças hematológicas ou está sob tratamento oncológico, além de apresentar infecções recorrentes.
O medicamento biológico é produzido por biotecnologia. Isso significa modificar o material genético de uma bactéria para que passe a produzir uma determinada proteína desejada. A atividade biológica de nosso corpo é regulada por mensageiros químicos que ativam ou inibem determinadas células. Nessa lógica, as células sanguíneas são produzidas na medida da necessidade, inclusive porque têm um tempo de vida curto e precisam ser renovadas.
O filgrastim é semelhante a essa proteína do nosso organismo que estimula a medula óssea a produzir os neutrófilos. Toda proteína tem um molde instalado em um trecho do DNA. Os medicamentos biotecnológicos são feitos instalando-se o trecho de DNA em uma bactéria posta em meio de cultura para se desenvolver. Igual à produção de iogurte pelo leite, ou do álcool, a partir do açúcar da cana, a bactéria geneticamente modificada produz o que se deseja.
Será preciso que um medicamento biossimilar demonstre similaridade em termos de qualidade, segurança e eficácia (efeito terapêutico) comparando-se ao medicamento de referência. E precisam ser fabricados seguindo as mesmas normas do país, definido pela Anvisa.
Se ainda tiver dúvidas, encaminhe-as para o Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM) do curso de Farmácia da Unisantos. O contato pode ser pelo e-mail [email protected] ou por carta endereçada ao CIM, avenida Conselheiro Nébias, 300, 11015-002.



Deixe um comentário