
Os nove prefeitos da Baixada Santista se reuniram com o secretário estadual de Saúde, David Uip, na terça-feira (7), choraram as pitangas, pediram mais verbas… O secretário prometeu empenho… Todos posaram para a foto e cada um voltou à sua rotina.
A falta de recursos para a saúde pública na região é um problema crônico -para se usar um termo da saúde pública. E só vai começar a ser resolvida quando acabar com a distorção que hoje ocorre na distribuição das verbas entre as cidades do estado.
Bolo mal dividido
Quem fez as contas foi o consultor Rodolfo Amaral, especialista em finanças públicas. No ano passado, as nove cidades da região, juntas, receberam R$ 299,9 milhões para a saúde, o que significa 1,5% do total de R$ 19,3 bilhões distribuídos em todo o estado.
Acontece que a Baixada Santista concentra 4% da população do Estado e, caso a distribuição de recursos respeitasse essa proporção, deveria ter recebido R$ 484,3 milhões.
Enquanto isso, a Grande São Paulo possui 47,5% da população do Estado, mas recebeu 77,5% dos recursos da saúde estadual.
Ação política
Essa conta só vai ser fechada quando houver uma efetiva pressão política dos deputados, prefeitos, vereadores e entidades da região junto ao Governo do Estado.



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