
Os membros da nova diretoria da Codesp, empossados na segunda-feira (9), têm um desafio muito maior do que garantir a dragagem do canal do porto ou melhorar a eficiência administrativa da empresa, por exemplo. A grande luta é garantir que suas decisões não sejam irrelevantes, já que todas as principais (as que realmente contam) são tomadas em Brasília, na Secretaria Nacional de Portos ou na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antac).
Neste contexto, o time comandado pelo novo presidente, José Alex Botelho de Oliva, precisa estreitar os laços da companhia com a comunidade e autoridades locais.
Aumentou, mas encolheu
O orçamento de Santos proposto pelo prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB) foi aprovado pela Câmara, em primeira discussão, na noite de segunda-feira (9). Apesar de nominalmente ser maior que o exercício anterior, os números mostram uma perspectiva de arrecadação mais pessimista. O orçamento de 2016, de R$ 2,55 bilhões, é 1,39% maior do que o de 2015. Porém, ele “encolhe”, se levarmos em conta a inflação do período (deve fechar em torno de 10%).
Críticas da base de apoio
Ao debaterem a proposta, vários vereadores governistas fizeram críticas. “”Às vezes, vejo a base do governo falando e acho que é oposição”, ironizou Evaldo Stanislau (Rede). O aluguel de veículos e imóveis foi muito questionado. “Por ano, se gasta R$ 250 mil no aluguel da Policlínica do Gonzaga”, reclamou Geonísio ‘Boquinha’ Aguiar (PSDB).
Marcelo Del Bosco Amaral (PPS) fez a contas e apurou que, com locação de veículos, a administração prevê gastar R$ 15 milhões. “Mais do que o orçamento da Secretaria de Turismo”, diz.
Mas, no frigir dos ovos, todos votaram pela aprovação da peça.



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