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Até onde podemos ir?

24/10/2015 Da Redação
Até onde podemos ir? | Jornal da Orla
21 de outubro de 2015. Para muitas pessoas, foi um dia normal, mas algumas celebraram a data com entusiasmo. O motivo: o filme De Volta para o Futuro 2.

Lançado há 26 anos, este filme mostra os personagens viajando no tempo -ora para o passado, ora para o futuro. Quando vão para o futuro, Marty (Michael J. Fox) e o cientista maluco Doc Brown ( Christopher Lloyd) chegam justamente em 21 de outubro de 2015 e encontram um cenário completamente diferente de sua época de origem, 1985. São muitas inovações tecnológicas: um skate voador, um tênis que se amarra sozinho, leitores de impressão digital para pagar a corrida de táxi…

A especulação sobre como será o futuro não foi novidade neste filme. Outras obras como a saga “Jornadas nas Estrelas” ou mesmo o desenho animado “Os Jetsons” antecipavam futuras invenções. Telefone celular, forno de micro-ondas, impressoras 3D…

Coincidentemente, um livro que será lançado neste sábado (24) aborda justamente este fascinante tema. Em “Investigações sobre o possível”, o advogado e jurista Sérgio Sérvulo da Cunha faz uma profunda reflexão sobre as abstrações que as pessoas fazem, tentando imaginar como será o futuro. 

“O homem é o único animal com esta dimensão do futuro e do possível”, explica. Na obra, ele propõe uma abordagem mais filosófica do que científica, já que a ciência, em vez de apresentar um mapa das invenções humanas, mostra apenas um quebra-cabeças.

Sérvulo ressalta que as pessoas tendem a apontar como “grandes inventos” da humanidade objetos materiais, como a roda e a máquina a vapor. Mas, para ele, as grandes concepções são bens imateriais, como a linguagem e conceitos sociais como família e indivíduo.

Assim, cabe ao filósfo, não ao cientista, analisar aonde chegamos e até onde ainda podemos ir.

O lançamento de “Investigações sobre o possível” acontece na Estação da Cidadania (av. Ana Costa, 340, Encruzilhada), neste sábado (24), às 16h.