TV em Transe

chr39Tomara que Caiachr39: ficou na boa intenção

30/07/2015 Christian Moreno
chr39Tomara que Caiachr39: ficou na boa intenção | Jornal da Orla
Impressionante como o dominical “Tomara que Caia”, nova aposta da Rede Globo no humor, está sendo esculhambado por crítica e público.

Eu resolvi esperar o segundo episódio para escrever a respeito pelas dificuldades normais de uma estreia, principalmente em se tratando de uma atração ao vivo.

Bem, o programa tem seus méritos. O formato não foi comprado de alguma produtora estrangeira (embora lembre o “Quinta Categoria”, da finada MTV Brasil).

A ideia é bacana, o problema maior tem sido a execução. Aí a roda pega, porque só alguém com a risada solta pode encontrar graça naquilo.

Pra início de conversa, esbarra num problema comum à maioria dos humorísticos: o roteiro pobre. O texto do domingo passado foi inspirado no clássico “O Doente Imaginário”, de Molière, mas a adaptação ficou ruim. Só se salvou o Falcão como “defunto”.

Se o roteiro não ajuda, o elenco poderia compensar um pouco o desastre. Porém a Globo escorregou na escalação. Como o “Tomara que Caia” tem no improviso um componente chave para provocar o riso, o lógico seria escolher artistas com veia humorística e boa capacidade de improvisação. Claro, não é fácil fazer tudo ao vivo, mas justamente os mais acostumados à comedia parecem à vontade, como Fabiana Karla e Heloísa Perisse. 

E olha que a emissora tem em seu cast, por exemplo, a Tatá Werneck, uma craque do improviso (quem assistia o “Quinta Categoria” sabe disso). Não sei se o seu nome foi cogitado, talvez até tenha ficado de fora por conta do trabalho em “I Love Paraisópolis”. Com ela, certamente, o “Tomara que Caia” ganharia bastante. Quem sabe, caso o programa ganhe uma segunda temporada – o que parece improvável considerando a baixa audiência (12 pontos na estreia, 9 no segundo dia) e a repercussão negativa.
 
Overdose – Os fãs de novelas não têm do que reclamar neste final de julho. Antigamente se costumava reservar o mês para a garotada em férias, mas isso ficou no passado. São nada menos que SETE na telinha da Globo num intervalo de oito horas! A razão é a tática de terminar um folhetim do “Vale a Pena Ver de Novo” e iniciar outro na mesma semana. Com isso, entre 15 e 23 horas, vão ao ar O Rei do Gado, Caminho das Índias, Malhação, Além do Tempo, I Love Paraisópolis, Babilônia e Verdades Secretas.
 
Outro show – Terminou semana passada “Wayward Pines” (na Fox), mais uma série que comprova a fase espetacular dos seriados norte-americanos. Se por aqui há escassez de roteiristas, lá nos Estados Unidos tem gente boa de sobra.