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Del Bosco defende maior participação popular nas decisões do Legislativo

23/05/2015 Jornal da Orla
Del Bosco defende maior participação popular nas decisões do Legislativo | Jornal da Orla
Em entrevista ao Programa Jornal da Orla na TV, o vereador Marcelo Del Bosco Amaral, integrante dos diretórios nacional e estadual do PPS, fala sobre o processo de fusão entre o seu partido e o PSB e diz que a reforma política  não pode ser discutida de maneira oportunista.  Em nível local, ele defende maior participação popular nas decisões do Legislativo e mostra preocupação com a possível paralisação de obras importantes, por conta da crise econômica. Confira abaixo os principais trechos da entrevista.
 
O PPS está estudando uma fusão com o PSB em nível nacional. Como estão essas negociações?
Marcelo Del Bosco – O processo está sendo comandado pelo deputado federal Roberto Freire (presidente nacional) e pelo presidente do diretório nacional do PSB, Carlos Siqueira. Lógico que está passando também para os diretórios estaduais e municipais. Vai ser uma fusão entre os partidos, uma nova legenda.

Teria um novo nome ou manteria um dos dois nomes?
Del Bosco – No começo se pensou em PS40, aí tem gente defendendo PSB40. Eu defendo, nós temos que puxar para o nosso lado, que tem de ter pelo menos uma mistura dos dois partidos. Se for PSB23 ou PPS40, alguma mistura nesse sentido para lembrar as duas siglas.

Seria um partido de centro esquerda?
Del Bosco – Sim e os dois partidos já trabalharam muito em conjunto.

Qual será a proposta desse novo partido?
Del Bosco – A proposta dele no estado de SP é de apoiar o governador Geraldo Alckmin. Tem-se em nível nacional uma oposição ao governo federal. Mas é bom deixar bem claro, não só por minha parte, mas de vários outros do PPS, que o importante é uma construção para o país, um fortalecimento da economia e, principalmente, uma fiscalização. O PPS vem fazendo hoje uma fiscalização dura através do nosso líder, o deputado Rubens Bueno, na Câmara Federal, mostrando que é importante ter total transparência no governo. Isso passa também pelos governos estaduais e municipais.

Fala-se muito na necessidade de uma reforma política. Como o senhor vê essa questão?
Del Bosco – Eu fico preocupado de ser uma reforma de oportunismo, se faz uma reforma agora para encaixar algumas coisas que favorecem determinadas pessoas em âmbito nacional e depois, logo que passar a próxima eleição, em 2016, muda tudo novamente. Tem que ser muito bem discutido.

Como o senhor vê as questões do voto distrital e fim da reeleição?
Del Bosco – Esse projeto do senador José Serra (do voto distrital) é muito ruim para os municípios porque o vereador, numa cidade de destaque nacional, como Santos, acaba sendo um gerente de bairro, um vereador do bairro, mas principalmente só discutindo coisas pequenas. E hoje o orçamento da nossa cidade é muito grande, passa de R$ 2 bilhões. Nós temos aí a questão do porto e do turismo local, então eu discordo da forma de dividir o número de vereadores que hoje são 21 e dividí-los em 21 distritos. Tem que ser discutido. A questão da reeleição, eu entendo que o governador ou o presidente da República tem que ter um tempo para executar os seus projetos porque quando você começa a amadurecer um projeto e o mandato termina é muito ruim. Tem que ser discutida.

Como o senhor avalia a atuação da Câmara de Santos?
Del Bosco – A atuação da Câmara de Santos vem melhorando a cada ano. É lógico que nós temos várias falhas. Eu estou como segundo-secretário da Mesa Diretora e um dos itens que nós trabalhamos fortemente é a transparência, a questão de trazer a sociedade para dentro da Câmara. Nós precisamos de uma maior divulgação da Câmara Municipal, para que o cidadão participe das audiências públicas. Nós temos dois projetos importantíssimos. Um deles é a da TV Legislativa, mas não basta só isso, nós precisamos de meios de comunicação que tragam a sociedade para dentro da Câmara ou que tenham uma participação forte.

Que estimule a população a participar…
Del Bosco – Que estimule a população a participar dos debates. Isso é muito importante porque através da população, participando dos debates, nós vamos ter uma Câmara forte. Vários projetos que tanto eu, quanto outros vereadores apresentamos lá são de mandatos participativos. São ideias da população porque essas pessoas estão no dia a dia na rua e o contato do vereador com o público é muito forte. Ela também é importante para que se mantenha uma independência do Poder Executivo. Projeto bom para cidade apoiar e trabalhar junto ao prefeito. E o projeto que não seja interessante para a cidade, fazer a crítica construtiva e levar propostas interessantes.

Nesse sentido, onde o prefeito Paulo Alexandre Barbosa está acertando e onde está errando? O que precisa mudar e melhorar?
Del Bosco – Primeiro, é importante esses projetos estruturantes que o prefeito está trazendo, mas está abrindo muito o leque de projetos estruturantes. Ou até várias obras na cidade, que são investimentos do governo estadual ou federal. Tem que ter um planejamento mais forte porque se nós não tivermos, como agora está acontecendo, verbas do governo federal e estadual vão ficar paradas, nós vamos ter um caos na cidade. A outra questão é a zeladoria da cidade que está deixando muito a desejar. Nós temos recebido vários questionamentos em razão da zeladoria. Santos já é uma cidade pronta, nós precisamos só caprichar na sua estrutura. Também falei na Câmara sobre a importância de nós estarmos juntos para a questão da saúde. A saúde tem que ser de qualidade, independente, se ela é de iniciativa privada ou do poder público.

Para finalizar, quais são os seus projetos, como vereador, que o senhor considera prioritários?
Del Bosco – Na área da saúde, para que a população saiba os seus direitos, tendo informações nas unidades de saúde. A questão do IPTU, existem alguns locais que têm feira livre e nós estamos pedindo a redução do IPTU para ter um incentivo. E, um outro ponto que eu acho importante, e que nós trouxemos,  é que os secretários das pastas estejam uma vez por ano na Câmara dizendo os seus projetos para depois serem cobrados. Isso é uma forma de a Câmara e a população fiscalizarem. Por isso nós temos que ter audiências públicas fortes.

Confira a entrevista completa no Jornal da Orla na TV:
http://www.jornaldaorla.com.br/videos/515-/