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Governo Dilma enfia a faca nos apostadores

02/05/2015 Jornal da Orla
Governo Dilma enfia a faca nos apostadores | Jornal da Orla
O governo Dilma Rousseff (PT), que jurou combater a inflação, autorizou a Caixa Econômica Federal (CEF) a mandar bala nos preços de suas loterias. Tudo bem que joga quem quer, mas o governo petista, adepto do faça o que eu mando, mas não faça o que eu faço, não precisava apelar. Se a inflação oficial de 2014 ficou em torno de 7%, por que aumentar o valor das apostas em até 100%? Qual a justificativa? Bom exemplo para os demais setores da economia?

Não bastasse a roubalheira desenfreada na Petrobras, escancarada pela Operação Lava a Jato, os aumentos absurdos nas contas de energia elétrica e de combustíveis, e o tal ajuste fiscal implantado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que tira o sono de empresários, trabalhadores e integrantes da classe média, o governo Dilma autorizou a Caixa Federal a roubar o sonho dos brasileiros. Afinal, ganhar na loteria é a esperança que resta para o cidadão de bem, que já está cansado de trabalhar para sustentar tanta roubalheira.
 
Os novos valores
Com autorização do Ministério da Fazenda, a CEF aumenta o preço da aposta mínima da Mega Sena de R$ 2,50 para R$ 3,50 (40%), da Lotofácil de R$ 1,50 para R$ 2,00 (33%), da Quina de R$ 1,00 para R$ 1,50  (50%) e da Dupla Sena de R$ 1,00 para R$ 2,00 (100%). A paulada nos apostadores passa a valer a partir do próximo dia 23.

O aumento de até 100% nos preços das apostas é o mais novo “exemplo” de combate à inflação do governo Dilma Rousseff.

Aumento de juros
Mas, para mostrar que quer mesmo combater a inflação, o Banco Central determinou, durante a semana, uma nova alta na taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, de 12,5% para 13,25%. Medida que castiga ainda mais o conjunto da sociedade.

Na prática, os juros são muito maiores. No cheque especial passam de 200% ao ano e, no cartão de crédito, podem passar de 300%. Nunca os banqueiros ganharam tanto dinheiro, em tempos de crise, como ganham agora. No passado, isso se chamava crime de usura e dava cadeia. Tempos em que havia um mínimo de decência no país.