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Crise econômica é um pesadelo para prefeitos da região

18/04/2015 Jornal da Orla
Crise econômica é um pesadelo para prefeitos da região | Jornal da Orla
Não são apenas os cidadãos que estão sentindo os efeitos da crise econômica. As prefeituras da região metropolitana da Baixada Santista, a exemplo de outras regiões do país, estão sem receber muitas das verbas federais que já estavam garantidas para projetos importantes. Várias obras estão paralisadas ou andando em ritmo de tartaruga depois que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fechou a chave do cofre.

Do ponto de vista prático, quem mais sofre é a população, que paga mais impostos, vê seus rendimentos diminuírem com a alta da inflação, e, de quebra, não consegue usufruir de obras importantes que iriam garantir mais qualidade de vida. Já do ponto de vista político, os prefeitos sofrem o desgaste de não conseguir entregar benefícios que haviam sido prometidos e que não saem do papel por falta de repasse do governo federal.

Força política
O maior desafio dos prefeitos da região é articular forças políticas fortes o suficiente para minimizar os efeitos desastrosos da crise econômica. Nesse sentido, é fundamental a união de todos os setores, do patronato aos sindicatos e comércio, além de prefeitos, vereadores e deputados, para convencer o governo federal da importância estratégica do porto de Santos, e por consequência de toda a região, para o desenvolvimento do Brasil.

Inviabilizar o projeto Santos Novos Tempos e as obras na entrada da cidade, por exemplo, fundamentais para dar vazão ao grande movimento de veículos, trará efeitos perversos não apenas para a região metropolitana, como para toda a economia do Brasil.

É fundamental, portanto, que a região, por suas lideranças, seja capaz de mostrar ao governo federal que o ajuste fiscal, importante neste momento, não pode paralisar o maior porto da América Latina e, tampouco, a economia da região.
Enfim, que o remédio necessário não seja aplicado em doses cavalares, pois, nesse caso, ao invés de aliviar a dor, matará o paciente.