
A presidente Dilma Rousseff (PT) enfrenta um inferno astral no início de seu segundo mandato. As gigantescas manifestações realizadas nas principais cidades contra seu governo, os panelaços quando aparece na TV, as crescentes denúncias de corrupção envolvendo petistas e, a cereja no bolo, a exigência do PMDB de ter de demitir o ministro da Educação, Cid Gomes – consumada rapidamente -, revelam a fragilidade do governo. E, se o que está ruim pode piorar, novas manifestações contra Dilma já estão programadas para o dia 12 de abril. É o PT bebendo do próprio veneno.
Nas cordas
Como um boxeador nas cordas, o governo petista parece sem forças para reagir. Até as manifestações a favor do governo, como as organizadas pela CUT no dia 13, exigem mudanças na política econômica, o que torna mais difícil a aprovação do ajuste fiscal conduzido pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e que tem por objetivo garantir um superávit fiscal da ordem de 1,2% do PIB.
O futuro a Deus pertence
O que vem pela frente só Deus sabe. Mas com uma presidente cada vez mais fragilizada politicamente (a última pesquisa Datafolha mostra que Dilma é rejeitada por 62% dos brasileiros), o governo fica cada vez mais dependente do PMDB, parceiro conhecido por seu apetite elevado e boca de jacaré. A tal ponto de o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), que é investigado na Operação Lava Jato, comunicar a seus pares, em plenário, a demissão do ministro da Educação, Cid Gomes, que detonou parlamentares, a quem classificou de “achacadores”.
A coisa está feia.

Dia 12 tem mais – Milhares de manifestantes lotaram a Praça da Independência, dia 15, para protestar contra a roubalheira na Petrobras e pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Alceu Bagaiolo, 81 anos, e Ismael Castanho, 85 anos, portavam cartazes e um mesmo sentimento: “ninguém aguenta mais tanta bandalheira”.



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