
O diretor-executivo do Santos, Alexandre Mattos, comentou a situação financeira do clube e a reunião realizada com o elenco antes da viagem para a Venezuela, onde o Peixe enfrenta a Universidad Central nesta terça-feira (21), às 21h30, pelo jogo de ida dos playoffs da Copa Sul-Americana. O dirigente confirmou o atraso de três meses nos pagamentos de direitos de imagem e afirmou que a diretoria trabalha para regularizar a situação.
Mattos explicou que o encontro com os jogadores já estava programado e teve como objetivo apresentar um panorama financeiro do clube, descartando qualquer problema de relacionamento entre elenco e diretoria.
“Quero esclarecer: o que teve domingo foi uma reunião combinada, acertada, que a diretoria tinha dito após o jogo contra o Botafogo. No domingo íamos passar a situação, a dificuldade, é a primeira vez dessa gestão que chegou mais a situação financeira do não-pagamento”, afirmou.
O executivo também ressaltou que as dificuldades financeiras acompanham o Santos desde o início da atual gestão.
“Todo mundo sabe que é uma situação delicada desde quando essa gestão entrou, e o time estava na segunda divisão. O que move hoje é o Santos, o tamanho, a tradição e a credibilidade que o presidente Marcelo (Teixeira) possui no geral. Não tem como fugir disso”, disse.
Segundo Mattos, a prioridade do clube é colocar as contas em dia antes de pensar em reforços. O Santos segue impedido de registrar novos jogadores em razão do transfer ban aplicado pela Fifa por uma dívida com o Monaco.
“Não podemos pensar em pagar transfer ban e não arrumar aqui dentro. Prioridade é manter a casa em ordem. Primeira vez em dois anos e meio que alongou um pouquinho a imagem, e vamos priorizar o pagamento aqui dentro”, declarou.
A diretoria pretende quitar um dos meses em atraso até o próximo dia 31 e busca novas receitas para melhorar o fluxo de caixa.
“As coisas vão se resolver. A maior dificuldade do Santos são receitas, nós todos, e assumo minha responsabilidade, temos que produzir receita para talvez a mais difícil missão que envolve o Santos”, afirmou.
Mattos também assumiu responsabilidade pelo momento vivido pelo departamento de futebol e citou a venda do lateral Souza ao Tottenham como uma das operações realizadas para fortalecer as finanças do clube.
“Não tiro minha responsabilidade. Estou responsável pelos resultados, principalmente os negativos. Presidente faz tudo o que pode e não pode para fazer o Santos estar bem, seja em estrutura, em gestão, em finanças. Nossa obrigação como profissional é tentar ajudá-lo criando receitas”, declarou.
Por fim, o dirigente disse estar confiante na recuperação da equipe e destacou o trabalho para manter o ambiente interno estável ao longo da temporada.
“O futebol é o carro-chefe, e o que interessa ao diretor é contratar, mas o que mais fazemos é acalmar o ambiente, ter jogo de cintura, controlar e mobilizar quem está aqui. Isso diariamente. Vou continuar fazendo isso pelo resto do ano. Estou confiante que vamos dar resultados.”



Deixe um comentário