Cena

A voz sensata de Helen Mirren sobre o Estado de Israel

17/07/2026 Mendy Tal
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Uma das grandes estrelas das últimas décadas, Helen Mirren, fez uma declaração retumbante. Ela afirmou: “Acredito em Israel, na existência de Israel, e acredito que Israel deve avançar rumo ao futuro, por toda a eternidade”, enfatizando que seu apoio está fundamentado na história do Holocausto. Historicamente, ela se opôs a boicotes culturais ao país e, recentemente, juntou-se a outros artistas para apoiar a participação de Israel na Eurovision.

Dame Helen Mirren, cujo nome real é Ilyena Lydia Mironoff, nasceu em 26 de julho de 1945.Considerada uma das maiores atrizes da Grã-Bretanha, Mirren conquistou inúmeros prêmios, incluindo um Oscar, três Globos de Ouro, quatro BAFTAs, cinco Emmys, um Tony, dois prêmios do Festival de Cannes, uma Copa Volpi e um Prêmio Laurence Olivier. Recebeu quatro indicações ao Oscar por suas atuações em As Loucuras do Rei George (1994), Assassinato em Gosford Park (2001) e A Última Estação (2009), ganhando o Oscar de Melhor Atriz por sua interpretação de Elizabeth II em A Rainha (2006).

Mirren é a única pessoa a conquistar a “Tríplice Coroa da Atuação” tanto nos Estados Unidos quanto no Reino Unido, tendo também recebido o BAFTA Fellowship, o Urso de Ouro Honorário, o Prêmio de Realização de Vida do Screen Actors Guild e o Prêmio Cecil B. DeMille. Mirren foi nomeada Dama da Ordem do Império Britânico (DBE) pela Rainha Elizabeth II em 2003.

A atriz é filha de mãe inglesa e pai russo. Sua mãe, Kathleen “Kitty” Alexandrina Eva Matilda era uma mulher da classe trabalhadora. Seu pai, Vasily Petrovich Mironoff pertencia a uma família exilada da nobreza russa.

Aos dezoito anos, ela passou no teste para o National Youth Theatre (NYT); e, aos vinte, interpretou Cleópatra na montagem de Antônio e Cleópatra no icônico teatro Old Vic — um papel que, segundo ela, “impulsionou sua carreira”.

Como parte da preparação para seu papel como uma agente aposentada do Mossad israelense no filme No Limite da Mentira (The Debt), Mirren teria se dedicado ao estudo da língua hebraica, da história judaica e de obras sobre o Holocausto — incluindo a trajetória de Simon Wiesenthal — e esteve em Israel, em 2009, para as filmagens de algumas cenas da produção.

Com uma carreira multifacetada e uma gama impressionante de papéis no teatro, cinema e televisão, a estrela acumula uma trajetória impossível de resumir em um só artigo.

Mirren visitou Israel várias vezes e criticou o movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções (BDS) contra Israel. Ela disse em 2016 que sua ligação com Israel remonta a quando trabalhou como voluntária em um kibutz com seu namorado judeu em 1967 de Israel por cerca de um mês e descreveu a experiência como transformadora em sua vida pessoal.

Helen estrelou diversos filmes notáveis centrados na história e cultura judaicas, interpretando, principalmente, figuras judias da vida real.

Apesar de não ser judia, suas aclamadas performances abrangem temas como a sobrevivência ao Holocausto, a restituição de obras de arte da Segunda Guerra Mundial e a liderança israelense.

Sua filmografia principal com foco em narrativas judaicas, inclui: “Woman in Gold” (2015): Mirren interpreta Maria Altmann, uma refugiada judia idosa que enfrenta o governo austríaco para recuperar as obras de arte de sua família, roubadas pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Em “Golda” (2023), interpreta Golda Meir, a primeira mulher a ocupar o cargo de Primeira-Ministra de Israel, com foco em suas intensas decisões de liderança durante a Guerra do Yom Kippur, em 1973. “White Bird” (2023) é obra na qual interpreta Sara, uma sobrevivente do Holocausto que conta suas experiências de infância na França ocupada pelos nazistas ao seu neto, para ensiná-lo sobre bondade.

Diferente dos outros filmes mencionados onde ela atua fisicamente, no longa “This Ordinary Thing” (2026) ela empresta a sua voz para narrar cartas e relatos reais de pessoas não judias (conhecidas como os “Justos entre as Nações”) que arriscaram as próprias vidas para salvar e esconder milhares de judeus desconhecidos durante o Holocausto.

Apesar de seu antigo afeto pelo país, Mirren tem criticado abertamente a liderança israelense e, ao abordar o conflito em Gaza, ela condenou a perda de vidas civis.

No final de 2025, Mirren e seu marido, Taylor Hackford, foram abordados por um ativista pró-Palestina em uma rua de Londres. O indivíduo filmou o encontro, gritou palavrões e a rotulou de “sionista maligna”, fazendo referência a comentários que ela havia feito anteriormente sobre o Holocausto e Israel. Ao refletir sobre o incidente em meados de 2026, Mirren considerou o homem provavelmente instável e sustentou que “forças malignas estão surgindo por toda parte”.

No atual momento da arte e da cultura, quando centenas de vozes tendenciosas refletem a propaganda que a mídia criou, é fundamental reconhecer a atitude de Helen Mirren quanto à existência do Estado de Israel.