
A paralisação dos caminhoneiros, iniciada na madrugada de segunda-feira (13) e encerrada no início da noite desta terça (14), impactos diretos nas operações do Porto de Santos. De acordo com a Autoridade Portuária de Santos (APS), seis navios tiveram as operações paralisadas e um registrou atraso em razão da redução no fluxo de caminhões que acessaram o complexo portuário.
Na terça-feira o porto tinha 36 navios atracados. Segundo a APS, a diminuição no movimento afetou parte das operações. Apesar disso, não houve registro de bloqueios nas vias internas do porto.
Diante da continuidade da paralisação, a Comissão Estadual de Segurança Pública nos Portos, Terminais e Vias Navegáveis (Cesportos/SP) elevou o nível de segurança do Porto de Santos.
A medida permitiu, se necessária, a atuação da Polícia Militar. Conforme a Autoridade Portuária, a decisão ocorreu após o registro de episódios isolados de vandalismo desde o início da mobilização.
A APS informou que acompanhou a situação e monitorou os reflexos da paralisação sobre a movimentação de cargas no maior complexo portuário da América Latina.
Não foi informado o prejuízo financeiro para o setor.
A PARALISAÇÃO
A mobilização dos caminhoneiros foi motivada pela pressão em favor da aprovação da medida provisória que tratou das regras do frete rodoviário, a MP do frete. Os manifestantes defenderam a adoção das mudanças previstas no texto, sob a justificativa de que elas trariam maior segurança jurídica e melhores condições aos transportadores autônomos. A paralisação foi organizada como forma de chamar a atenção das autoridades para as reivindicações da categoria e acelerar a aprovação da proposta, o que aconteceu na terça-feira, no Senado.



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