
Ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Novo, Romeu Zema cumpriu, nesta terça-feira (14), uma série de compromissos em Santos. Entre os quais, visitou o Jornal da Orla e participou do programa Debate na Redação, onde falou sobre sua trajetória, planos e nomes para um eventual governo. O programa contou ainda com os apresentadores Altair Di Marco e Edison Carpentieri, com o editor-chefe do Jornal da Orla Gustavo Klein e com o presidente do Lide Litoral, Jarbas Marques. O programa pode ser assistido aqui.
Zema destacou sua origem na iniciativa privada e a trajetória em sua empresa, uma das maiores do país em seu segmento, e o momento no qual decidiu entrar na vida pública. “Em 2015, 2016, vivemos um dos momentos mais desafiadores de nossa história, uma recessão violenta que me obrigou a reduzir em mais de dois mil funcionários. E o Brasil viveu esta crise em um momento em que outros países cresciam. Não aceitei aquilo e decidi que se eu quisesse ver mudanças no modo como o país era conduzido, teria que participar ativamente da mudança”.
O ex-governador falou sobre seus quase oito anos à frente do governo de Minas Gerais e defendeu sua gestão. “Foram dois mandatos sem um único caso de corrupção. Eu peguei a espingarda e fiquei na frente do galinheiro. Nenhum parente meu se beneficiou de qualquer forma do meu cargo”.
Questionado, Zema também abordou questões polêmicas de seu governo, como o aumento de seu salário e o suposto aumento da dívida do Estado após sua passagem. “A oposição não tem o que falar sobre mim, não tenho escândalos, sou honesto. Aí escolhem um assunto, o distorcem e tentam usá-lo contra mim. Eu não sou responsável por um centavo daquela dívida e a capacidade do Estado em honrá-la aumentou sensivelmente após nosso governo”, disse.
Ao abordar a economia, o pré-candidato afirmou que um eventual governo sob seu comando teria como prioridade reduzir entraves ao crescimento econômico. Entre as medidas defendidas estão a ampliação das privatizações, uma reforma administrativa para tornar o setor público mais eficiente, mudanças na Previdência e a revisão de programas sociais.
Como exemplo de sua gestão em Minas Gerais, Zema lembrou que promoveu a privatização de 118 empresas estatais e afirmou que pretende manter uma política econômica baseada na redução da participação do Estado e no estímulo aos investimentos privados. Também disse que pretende montar uma equipe econômica com perfil semelhante ao do ex-ministro Paulo Guedes, defendendo responsabilidade fiscal e medidas voltadas ao crescimento da atividade produtiva.
Na área de segurança pública, Zema manifestou apoio à classificação de organizações criminosas como o PCC e o Comando Vermelho como grupos terroristas. Segundo ele, uma decisão desse tipo exigiria uma atuação coordenada de diferentes órgãos federais, incluindo Forças Armadas, Polícia Federal, Receita Federal e Conselho de Controle de Atividades Financeiras. Também afirmou considerar positiva a cooperação internacional no combate ao crime organizado, inclusive com eventual fornecimento de equipamentos por outros países, desde que a iniciativa contribua para fortalecer as ações de enfrentamento às facções criminosas.
O programa Debate na Redação é exibido de segunda a sexta-feira entre 17 e 18 horas.
Após a participação no Debate na Redação, Romeu Zema encerrou sua passagem pela Baixada Santista em um bate-papo promovido pelo Lide Litoral com empresários no Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes da Baixada Santista e Vale do Ribeira, o SinHoRes.


Deixe um comentário