
A Prefeitura de Santos vai intensificar as ações de prevenção e vigilância contra o sarampo em toda a rede municipal de saúde. A medida foi adotada após o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) do Estado emitir um alerta epidemiológico aos municípios devido à confirmação de cinco casos da doença em São Paulo.
Embora Santos não tenha registrado casos de sarampo em 2026, a Secretaria de Saúde reforçará os protocolos de identificação precoce, notificação imediata e adoção de medidas de prevenção e controle tanto na rede pública quanto na rede privada.
De acordo com o alerta emitido pelo CVE, a confirmação de casos no Estado aumenta o risco de importação da doença para outros municípios. Por esse motivo, o órgão orienta os serviços de saúde a intensificarem a vigilância epidemiológica e manterem atenção aos casos suspeitos.
VACINAÇÃO
A vacina contra o sarampo está disponível em todas as policlínicas da rede municipal, conforme o Calendário Nacional de Vacinação do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Atualmente, Santos não registra casos confirmados da doença em 2026. Entre janeiro e maio, a cobertura vacinal de crianças menores de 2 anos alcançou 88,09% na primeira dose e 77,51% na segunda.
PRINCIPAIS MEDIDAS
Entre as principais orientações, o CVE recomenda que os profissionais mantenham alto grau de suspeição em pacientes com febre, manchas vermelhas na pele (exantema maculopapular), tosse, coriza e conjuntivite, principalmente quando houver histórico de viagem, contato com viajantes ou vínculo epidemiológico.
Além disso, os serviços de saúde devem isolar imediatamente os casos suspeitos para reduzir o risco de transmissão, especialmente em ambientes hospitalares.
Da mesma forma, os profissionais devem utilizar corretamente os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e notificar todos os casos suspeitos à Vigilância Epidemiológica Municipal em até 24 horas.
Ao mesmo tempo, as equipes devem realizar a coleta de amostras clínicas conforme os protocolos vigentes e verificar a situação vacinal de usuários e profissionais de saúde, promovendo a vacinação sempre que necessário.
Ainda segundo o protocolo, trabalhadores da saúde devem comprovar o esquema vacinal completo com duas doses da vacina tríplice viral, independentemente da idade.
Por outro lado, pacientes com suspeita de sarampo devem permanecer em isolamento domiciliar e informar aos profissionais de saúde o histórico de viagens e de contatos recentes.
o CVE orienta que os serviços de saúde mantenham comunicação constante com a Vigilância Epidemiológica para identificar precocemente casos suspeitos, rastrear contatos, realizar vacinação de bloqueio e evitar a disseminação da doença.


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