Metrópole

Polícia desmonta esquema organizado de tráfico em Itanhaém

04/07/2026 Da Redação
REPRODUÇÃO

Uma investigação da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Itanhaém colocou fim a uma estrutura criminosa que operava de forma organizada na Rua Maximino Nunes Barreto, no bairro Oásis. O que à primeira vista parecia apenas mais um ponto de venda de drogas revelou uma verdadeira divisão de tarefas, com integrantes atuando em funções específicas para manter o comércio ilegal funcionando e protegido.

O resultado foi a prisão em flagrante, nesta sexta-feira (3), de cinco pessoas e a desarticulação de uma engrenagem criminosa que vinha sendo acompanhada pelos investigadores por mapeamento e monitoramento da região. As apurações permitiram compreender a dinâmica do grupo, identificar seus integrantes e desvendar o papel exercido por cada um dentro da estrutura.

Segundo a investigação, um homem de 46 anos atuava como olheiro na entrada do ponto de venda e era responsável por alertar os demais integrantes sobre qualquer movimentação considerada suspeita. Outro homem, de 47 anos e uma mulher, de 53, exerciam funções ligadas à vigilância e proteção da atividade criminosa. Já um rapaz de 25 anos e uma jovem de 18 seriam os responsáveis pelo armazenamento e pela comercialização direta dos entorpecentes.

Quando a operação foi desencadeada, os policiais encontraram uma expressiva variedade de drogas já fracionadas e prontas para venda. Foram apreendidas 546 porções de cocaína, 222 porções de maconha, 57 porções de skunk, 15 porções de flor de maconha, 81 porções de K-2, 16 pedras de crack e 2 porções de ice, além de celulares, anotações relacionadas ao tráfico e uma faca.

Somadas, as apreensões ultrapassaram 1,3 kg de entorpecentes. Dentre os materiais encontrados, chamaram a atenção o K-2 e o ice, drogas sintéticas frequentemente associadas a elevado potencial de dependência e alto valor agregado no mercado ilegal. Juntas com a cocaína, o skunk, a flor de maconha e o crack, as substâncias apreendidas poderiam movimentar dezenas de milhares de reais no comércio clandestino, especialmente porque já estavam separadas em porções individuais para venda imediata.

As apurações também demonstraram que a atividade não era improvisada. A investigação revelou uma estrutura permanente, na qual cada integrante exercia uma função específica, enquanto usuários eram direcionados até os responsáveis pela entrega dos entorpecentes, garantindo a continuidade do esquema e dificultando sua identificação.

Durante a ação, um dos investigados chegou a avançar contra um policial empunhando um facão, mas foi rapidamente contido e preso juntamente com os demais envolvidos.

Os cinco investigados receberam voz de prisão em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Após os procedimentos de polícia judiciária, foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.