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Toninho Guerreiro, um artilheiro inesquecível

05/07/2026 Eduardo Silva
Reprodução

O futebol tem histórias tão maravilhosas que fizeram os torcedores se apaixonarem de vez por esse esporte. São clubes, ídolos, estádios e personagens que guardam alguns dos segredos mais encantadores do mundo da bola.

É lá da época romântica, quando os jogadores se identificavam mais com suas equipes, que surgem algumas das melhores passagens do futebol. Revelar esses segredos é uma arte dominada por historiadores e pesquisadores apaixonados pelo esporte e que transformam essas histórias em páginas envolventes.

O jornalista Odir Cunha é um deles. Mais um apaixonado pelo futebol e por seus grandes craques, especialmente pela história do time do seu coração: o Santos Futebol Clube.

Odir já escreveu 15 livros sobre momentos marcantes do Alvinegro mais famoso do mundo e suas jornadas épicas. Dentre as obras, estão as biografias do eterno capitão José Ely Miranda, o Zito, e do Rei Pelé. Agora, o autor se dedicou a contar a história de mais um personagem fascinante: Antonio Ferreira, que, por justiça, logo foi chamado de Guerreiro, apelido dado por José Macia, o genial Pepe.

O autor conta como surgiu a ideia deste novo livro: “Na verdade, eu sugeri para dois amigos são-paulinos escreverem, pela importância dele no São Paulo, mas eles não se interessaram. Só que eu já estava pensando no Toninho, que nunca foi devidamente reconhecido”.

Odir relata detalhes da trajetória do goleador, que marcou época com a camisa 9 do Santos e do São Paulo e viveu momentos brilhantes no futebol. Ele conseguiu a façanha de ser o único pentacampeão paulista: conquistou os títulos de 1967, 1968 e 1969 pelo Santos FC, além dos de 1970 e 1971 pelo São Paulo.

Toninho também foi o centroavante que interrompeu a sequência de Pelé como artilheiro do Campeonato Paulista. Desde 1957, o Rei era absoluto, mas, em 1966, Toninho superou a majestade por apenas dois gols: 38 a 36. Ele é o quarto maior artilheiro da história do Santos Futebol Clube, com 279 gols, e também deixou sua marca no Tricolor do Morumbi, onde balançou as redes 86 vezes.

Durante a pesquisa nos jornais A Tribuna e Cidade de Santos, Odir destacou a determinação de Toninho. “A imprensa santista idolatrava a qualidade dos craques Coutinho e Pagão, e ele sofria a pressão de substituir os dois gênios. Ele podia não ter o toque tão refinado dos concorrentes, mas era objetivo e preciso dentro da grande área.”

Para não ficar de fora daquele timaço do Santos, muitas vezes precisou atuar com a camisa 7, mesmo sem gostar muito da posição, mas demonstrava a mesma raça e vontade. O artilheiro dos grandes clubes paulistas alimentava grande esperança de disputar a Copa do Mundo de 1970, no México. Era considerado um nome praticamente certo na convocação, e o corte da Seleção abalou profundamente o atacante, que não tinha medo de enfrentar qualquer tipo de zagueiro.

Esses e outros capítulos são revelados em detalhes pelo autor, que é um mestre nas narrativas sobre o esporte. Vale a pena conhecer melhor a trajetória desse atacante de marcas e números impressionantes.

Para quem tem curiosidade de ler O Céu e o Inferno de Toninho Guerreiro, o jornalista Odir Cunha fará um novo lançamento da obra na próxima quinta-feira, dia 9, às 17 horas, no Memorial das Conquistas, na Vila Belmiro.