
Três dias antes do duelo contra a Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, o jovem atacante Endrick relatou como tem sido a convivência com o astro Neymar e com o experiente treinador Carlo Ancelotti.
De acordo com o atleta, sua mentalidade é de sempre buscar absorver ao máximo os conselhos e ensinamentos passados pelo camisa 10 da seleção e de outros líderes. “Tenho uma relação muito boa com o Ney. A gente pode ficar brincando depois dos treinos e jogando cartas. Numa folga pude estar com ele, ele pôde falar comigo. É muito importante conversar com essas pessoas que são os capitães da Seleção. Não só o Ney, mas Marquinhos, Casão (Casemiro), Alisson. Estar com esses jogadores por perto e pegar experiência com eles é uma coisa maravilhosa”, declarou. “É algo que sempre fiz com o Gustavo Gómez no Palmeiras. Sempre perguntava a ele o que eu poderia fazer. Se cercar de pessoas inteligentes e que entendem de futebol é sempre bom, não está sendo diferente com o Ney. A gente senta lado a lado quando está no banco. E vou tentar extrair o máximo do Ney para a minha carreira porque ainda tenho muito pela frente”, completou.
Além disso, Endrick explicou que tem uma boa relação com Carlo Ancelotti, apesar dos boatos. “É uma convivência maravilhosa. Foi meu primeiro treinador quando cheguei na Europa. Para mim, foi uma das melhores experiências tê-lo como primeiro treinador. Foi incrível, onde pude aprender com ele e com o staff dele, que é muito bom. Com a Seleção não está sendo diferente. Acho que não teve encaixe melhor do que ter Ancelotti como treinador do Brasil. Esperamos seguir evoluindo que é o mais importante para nós nesse ciclo”, disse.

Endrick durante treinamento antes da partida contra o Japão. Foto: Rafael Ribeiro/CBF
Reserva ou titular
Endrick ainda ressaltou que ser reserva não é um problema, que Ancelotti conhece o seu potencial e sabe o que fazer. “Primeira temporada com o Mister no Real eu joguei muito. Foram poucos minutos, mas estava entrando praticamente todos os jogos. Ele falava para mim fica tranquilo que seu momento vai chegar. Na Copa do Rei ele me colocou um pouco mais, me deixou iniciar em quase todos os jogos. Pude fazer gol em praticamente todos os jogos e eu sempre fiquei tranquilo. O Mister é um dos melhores treinadores do mundo, ele sabe bem o que fazer. Ficou claro nesse último jogo. Quem faz o gol é um cara que vem do banco, o Martinelli. Acho que vocês podem ficar tranquilos que o Mister sempre vai fazer o melhor para a equipe. Fico muito tranquilo com ele e sempre sigo os conselhos dele e do staff, que a gente sempre busca apoio por eles”.
Diferente
Descrito pelo treinador como um jogador diferente, que não segue a linha nem de Matheus Cunha, sendo mais móvel, nem de Igor Thiago, sendo um centroavante clássico de área, Endrick entende que pode atuar em diversas áreas do campo e quer fazer o que for melhor para o Brasil e não o melhor para ele. ” No Lyon eu pude ajudar muito jogando de 9, pude jogar aberto na direita, fazer um falso 9 também. E o Mister sabe das minhas qualidades, minha características porque passamos um ano no Real e sempre estava treinando, aqui não é diferente. Ele sabe com o que posso contribuir, não só eu, Igor Thiago, Matheus Cunha. Ele não vai fazer o melhor para mim, para o Endrick, nem para o Matheus Cunha, vai fazer o melhor para a equipe. Ele não tem medo, faz o que ele pensa, e as coisas acontecem. Parece que Deus olha para ele, ele é iluminado, porque tudo que o Carlo faz as coisas acontecem. Quando o Mister falar para eu fazer alguma coisa, não vou olhar para trás, só vou fazer o que ele me pedir”, concluiu.



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