Metrópole

Copa pode ser estopim para brigas de casais? Especialista responde

20/06/2026 Paulo Rogerio
Imagem gerada por IA

A Copa do Mundo de 2026 é a mais longa da história. Com 48 seleções, é a primeira vez que o evento tem mais de um mês de duração. E, mesmo que muitas pessoas esperem quatro anos para acompanhar por um mês o encontro das seleções de todo o planeta, os jogos diários podem, sim, representar uma espécie de ameaça…às relações amorosas. Nem todos os casais foram felizes acompanhando Estados Unidos x Paraguai no último dia 12, plena Noite dos Namorados.

A boa notícia é que nem tudo está perdido. Conversar, “negociar” e ceder podem tornar esse jogo menos difícil e levar alguns casais a conseguirem a classificação para fases seguintes da relação.

“É como em qualquer outra situação de conflito num casal. Cada um precisa abrir um pouco mão e ceder um pouco para o outro, porque não dá para a gente ter tudo o que a gente quer o tempo todo. Então, a ideia é negociar os períodos de jogos, já que isso realmente é uma coisa importante para quem gosta de futebol. Normalmente são os homens, mas há muitas mulheres que gostam de futebol, então a ideia é: se hoje não dá para sair, a gente sai amanhã, outro dia. Afinal, Copa é só durante um mês, não é o fim do mundo abrir mão desse tempo, não é a vida inteira”, diz a psiquiatra, supervisora na residência de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/EPM) e especialista pela Associação Brasileira de Psiquiatria (APB), Danielle Admoni.

A profissional reforça que nem sempre a mulher cruza os braços e fecha a cara, enquanto o homem torce e vibra com as partidas da Copa. Em muitos casos acontece o inverso e a saída é a mesma. “Entra na mesma questão de prioridades. Naquele mês a mulher quer assistir aos jogos de futebol e eles podem fazer outras coisas em outros momentos, como sempre deve ter sido. Então, a ideia é poder negociar um pouco, abrir mão um pouco do que a gente quer e escutar um pouquinho o que o outro quer. É assim que funciona um relacionamento saudável”.

Danielle lembra que, se uma dar partes abrir mão do futebol em prol de outros programas, é importante que a parte que conseguiu o que quer torne o momento agradável. “Poder mostrar que isso realmente é importante. Precisamos entender que a prioridade não é só a gente, existe mais uma pessoa naquele relacionamento.