Metrópole

Estado reforça apelo por vacina contra febre amarela

17/06/2026 Da Redação
Freepiik

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) registrou, nesta semana, o 11º caso de febre amarela em 2026. O paciente é um homem, de 55 anos, sem histórico de vacinação e residente da cidade de Lagoinha, no Vale do Paraíba, região que concentra 82% dos casos da doença neste ano.

Desde o início do ano, foram registrados 11 casos e seis óbitos da doença em todo o Estado. Nove casos foram na região do Vale do Paraíba, com cinco óbitos; um na região de Sorocaba, sem óbito; e um na região de Bauru, com um óbito. Nenhum dos casos e óbitos registrados possuíam histórico de vacinação.

Com a aproximação das férias escolares, a SES-SP recomenda que o imunizante deve ser aplicado ao menos dez dias antes da exposição ao risco. A orientação é que pessoas que ainda não receberam a vacina procurem a unidade de saúde mais próxima para atualizar a situação vacinal, especialmente antes de viagens para áreas rurais, de mata ou regiões com circulação do vírus.

A Secretaria está monitorando continuamente o cenário epidemiológico e mantém ativas as ações de vigilância e prevenção em todo o Estado. A orientação é que casos suspeitos sejam comunicados imediatamente aos serviços de saúde, contribuindo para a resposta rápida e a redução do risco de transmissão.

Os dados atualizados de casos pela doença estão disponíveis no painel do Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde (NIES) da SES-SP: https://nies.saude.sp.gov.br/ses/febre-amarela

SINTOMAS E TRANSMISSÃO

Os sintomas iniciais da febre amarela incluem febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza.

A febre amarela é transmitida por mosquitos infectados pelo vírus e possui dois ciclos de transmissão: silvestre e urbano. No ciclo silvestre, os principais vetores são os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes.

Os primatas não humanos atuam como hospedeiros amplificadores do vírus e também são vítimas da doença, assim como os seres humanos, considerados hospedeiros acidentais nesse ciclo.

No ciclo urbano, a transmissão ocorre pelo mosquito Aedes aegypti, caso esteja infectado. Não há registro de febre amarela urbana no Brasil desde 1942.

A VACINA

A vacina contra a febre amarela é gratuita e integra o calendário de rotina. O esquema vacinal recomendado é:

Crianças: uma dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos;
Pessoas que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos: devem receber reforço;
Pessoas de 5 a 59 anos não vacinadas: dose única;
Pessoas vacinadas com dose fracionada em 2018: devem verificar a necessidade de atualização da caderneta.
Pessoas acima dos 59 anos sem comorbidades graves: que residem, frequentam ou viajarão para regiões com casos humanos ou em primatas não humanos devem se vacinar também.