
Após quatro dias estabilizado em posição de navegação, a situação do navio Professor W. Besnard, que havia adernado no Cais do Valongo em 13 de abril, ainda exige cautela. “As condições da embarcação são muito frágeis. Esperamos que nossa equipe de engenharia naval e a Capitania dos Portos concluam as análises técnicas até sexta (19). A partir daí, vamos revisitar o plano de reboque, fazer as revisões necessárias para preparar o transporte do navio para o estaleiro”, afirma Alexandre Solamoni, diretor da MarFort, responsável pelo resgate.
De acordo com o presidente da Autoridade Portuária (APS), Anderson Pomini, somente após autorização da Capitania dos Portos, instituição responsável pela navegabilidade da embarcação, o Prof. Besnard será encaminhado a um estaleiro na margem esquerda (Guarujá). “Só lá teremos uma decisão definitiva sobre o destino do navio, se poderá ser revitalizado, por exemplo, o que envolve custo. Mas, de uma forma ou de outra, ele será homenageado aqui no Parque Valongo, mesmo que seja em partes, caso não haja possibilidade de restauração”.
Pomini afirma que a APS está intermediando a recuperação do navio, mas ressalta que o custo de recuperação é alto. “Com o navio no estaleiro, teremos pelo menos cinco meses para ter a definição; para reunir os proprietários do navio, a associação que defende a história; para convocar a sociedade e empresários e decidirmos em conjunto. Vamos buscar parceiros e aproveito para pedir o apoio de toda a comunidade portuária”.



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