
A empresa contratada pela Autoridade Portuária de Santos (APS) realizou, nesta quarta-feira (3), a primeira tentativa de reflutuar o navio Professor W. Besnard, que adernou em 13 de março, no Cais do Valongo. “É um grande teste para ver como será a resposta do navio, porque o casco está em condições bem ruins. Estamos com uma cábrea (guindaste fixo em uma balsa), com bombas retirando água e injetando ar. Na semana passada, conseguimos destombar um pouco o navio, que estava praticamente apoiado no cais. É um trabalho demorado, delicado”, explicou Alexandre Salamoni, diretor da Mar Fort.

Os trabalhos de bombeamento continuaram até o meio da tarde, mas a reflutuação não foi alcançada. Salamoni afirmou que, além dos cuidados exigidos pela situação precária da embarcação, as condições de maré, com altas prolongadas e baixas de curta duração, não têm contribuído.
“Precisamos de tempos longos de maré baixa, para facilitar a retirada da água de dentro do navio. Os trabalhos vão prosseguir, porque a reflutuação vai permitir que a gente faça a inspeção no casco e reporte à Marinha, visando a etapa seguinte, que é levá-lo ao estaleiro”, afirma o diretor.
O Prof. Besnard adernou após forte tempestade, em 13 de março. Os trabalhos de resgate começaram em 3 de abril e havia expectativa de que o navio estive reflutuando no final daquele mês. A APS investiu cerca de R$ 8,5 milhões para tentar recuperar a embarcação que é símbolo da pesquisa científica no Brasil. Pertenceu ao Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (USP), realizou viagens à Antártica. No entanto, após doação desfeita, intervenção do Ministério Público e designação a um certo Instituto do Mar, a embarcação estava atracada no Cais do Valongo desde 2008, só não totalmente abandonada porque voluntários tentaram, por conta própria, mantê-lo em posição de navegação.


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