Metrópole

Jornalista é atacado por cão em Santos e alerta tutores e saúde pública

29/05/2026 Marcos A. Ferreira
Reprodução

Você sabe como proceder caso seja mordido, ou mordida, por um cachorro, rato, ou morcego, por exemplo? Recorrer ao Google para saber sobre uma policlínica de referência foi a atitude tomada pelo jornalista Alex Frutuoso, após ser mordido por um pequeno cachorro, na noite de terça-feira (26), no bairro da Pompéia em Santos. A indicação foi a Policlínica da Aparecida. “Dizia que era a referência para esse tipo de situação, para tomar antirrábica, mas lá, disseram que não”. Ele foi então à policlínica na Pompeia, onde conseguiu tomar a primeira vacina da antirrábica hoje. “Tem que tomar mais três vacinas, uma no sábado, uma na quarta que vem e uma no dia 10”.

O jornalista afirma que gastou com o transporte para ir até os lugares e no sábado terá de ir até a UPA Central, para tomar a segunda dose, “porque a policlínica aberta é longe de casa”.

A SECRETARIA

De acordo com a Secretaria de Saúde de Santos, todas as unidades de Atenção Primária à Saúde do Município possuem a vacina antirrábica humana “para realização de esquema pré-exposição, para trabalhadores de alta exposição ao vírus da raiva (tratadores de animais e de pet shop, veterinários, biólogos etc.) ou pós exposição em caso de acidentes com exposição acidental em virtude de arranhadura/mordedura por animal mamífero que possa ser reservatório do vírus (cães, morcegos, primatas não humanos, etc.)”.

Em nota, a Secretaria explica ainda: “Sendo assim, o acidentado deve, antes de tudo, realizar a lavagem do ferimento em fonte de água corrente, por 15 minutos, e sabão. Depois deste procedimento, deve procurar uma policlínica para atendimento do profissional de saúde, quando será notificado e dará início ao protocolo de atendimento, conforme reconvenção do Ministério da Saúde, que pode ser desde observação do animal agressor, por 10 dias, até soro/vacinação, a depender da extensão da lesão, tipo de animal envolvido, local do corpo em que a lesão foi feita”.

ATENÇÃO

Logo após o incidente, Alex Frutuoso conta que foi para casa, preocupado com a área ferida: “Vi o estrago, ficou um edema, ficou inchado. Primeiro, lavei com sabonete, desinfetei, porque estava vermelho, estava sensível, um cortezinho, só não foi pior porque eu estava com a calça jeans. Pela manhã, procurei a Policlínica da Aparecida”.

O jornalista diz ter ficado espantado com o desprezo da tutora do cão. “O cachorro se soltou, era pequeno e eu nem vi a raça, mordeu atrás do meu joelho, na coxa. A mulher saiu desesperada correndo atrás do cachorro e achou ruim, porque não acreditou que eu tinha sido mordido pelo animal. Eu perguntei ele era vacinado pelo menos? Ela falou: é lógico. E saiu, ficou olhando torto, achou ruim”, diz.

Alex Frutuoso alerta para a necessidade de as pessoas que têm animais ficarem atentas. “Eu tenho cachorro. Acho que o dono tem que saber o bicho que tem, se é desses pequenininhos, estressados, ou desses grandões que uma mordida machuca. Tem que ter muita consciência quando sai para a rua com o animal”.