
A próxima sexta-feira (29) será o último dia de funcionamento das agências dos Correios da Pedro Lessa e da Zona Noroeste. Nesta segunda-feira (25), foi encerrado o atendimento na unidade do Marapé (Galeria Bourghese – Av. Pinheiro Machado, 600). De acordo com a Superintendência Estadual de São Paulo Metropolitana, a “medida integra o Plano de Reestruturação dos Correios, que prevê a otimização da rede de atendimento da estatal em todo o país”.
Em nota enviada ao Jornal da Orla, a Superintendência afirma que as atividades dessas três agências serão absorvidas por outras cinco unidades que atendem Santos e duas em São Vicente. “Os empregados que atuam nas unidades serão remanejados para outras unidades próximas. O objetivo é assegurar a continuidade dos serviços postais”.
No entanto, José Antonio da Conceição, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Santos, Região, Litoral Sul e Vale do Ribeira (Sintect Santos), questiona o argumento da existência de “unidades próximas” e a reestruturação prejudica trabalhadores e a população.
“A Zona Noroeste não tem nenhuma agência próxima. Eles (Correios) alegam que têm algumas que são franqueadas, não próprias. Mas na ZN não tem nem franqueada. Os trabalhadores que estão ali vão ser deslocados para o centro de São Vicente e de Santos. E a população atendida ali diariamente também vai ter que se deslocar”.
José Antonio afirma que o Sindicato tem mantido contato diário com a empresa, na tentativa de evitar os fechamentos – na sexta-feira (22), houve protesto em frente à agência da Zona Noroeste. O dirigente sindical confirma que a reestruturação ocorre em razão da dívida registrada pelos Correios – mais de R$ 8 bilhões – e inclui plano de demissão voluntária e venda de prédios em todo o País.
O Sintect Santos atua entre Bertioga e o Vale do Ribeira. O presidente da entidade conta que, antes da instituição da demissão voluntária, em 2025, eram cerca de 850 trabalhadores (carteiros, atendentes, pessoal administrativo e de transportes). “Hoje, são 820 trabalhadores. Não há demissões sem ser incentivada e o fechamento de unidades nunciado, até o momento, são essas três em Santos”, diz José Antonio.

O Sintect Santos atua entre Bertioga e o Vale do Ribeira. De acordo com com o presidente da entidade, são 820 trabalhadores (carteiros, atendentes, pessoal administrativo e de transportes). Ele explica que não tem acesso à lista de adesão ao plano de demissão voluntária, mas estima que cerca de 30 pessoas dessas regiões aderiram, “pois até 2025 tínhamos 850 trabalhadores e não houve demissão sem ser incentivada”. José Antonio ressalta que foi anunciado o fechamento de unidades somente em Santos.
HISTÓRIA E DÍVIDA
Com mais de 230 anos de existência, os Correios são uma empresa pública federal vinculada ao Ministério das Comunicações, a única presente em todos os mais de 5,5 mil municípios do país. Enfrenta uma das piores crises da sua história. Em 2025, a empresa registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões, três vezes mais que o valor negativo contabilizado no ano anterior (R$ 2,6 bilhões). Por essa razão, foi criado o Plano de Reestruturação 2025–2027.
Até o final do ano passado, os Correios contavam com 78 mil trabalhadores em todo o país. O plano de demissão voluntária objetiva incentivar o desligamento de 15 mil deles. No entanto, até abril, pouco mais de 3 mil pessoas tinham aderido ao incentivo.
Outra tentativa de recuperação é a venda de imóveis. Inclusive, quarta (27) e quinta-feira (28), haverá nova rodada de leilões com 34 ativos em todo o país, entre eles o Complexo Baumann, centro logístico na Vila Leopoldina, em São Paulo. Mas há ofertas na Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia e São Paulo.


Sempre o mesmo ritual, sucatear pra privatizar, a tentativa de privatização dos correios vem desde o governo de fernando henrique Cardoso, quando começaram as franquias, são mais de 30 anos de ataques à instituição, é só observar as privatizações brasileiras que não deram certo
Já deveria ter acabado, é um péssimo atendimento na vontade, mesmos cobrando taxas de serviços, parece que os clientes estão pedindo favor.
atendimento pessimo funcinario mal eduacado nao gosta de trabalhar aqui na minha ciadade so a franquia que funciona bem