
Cada vez ocupando mais espaço no cenário mundial, o cinema brasileiro vem despertando mais interesse nas pessoas e aumentando a entrada nesse mundo. Em sua 12ª edição, o Santos Film Fest, um dos maiores festivais de cinema da Baixada Santista, prova isso ao atingir um marco histórico, com mais de duas mil obras inscritas.
Neste ano, o evento superou todas as edições anteriores e estabeleceu o maior número de inscrições entre os festivais de cinema da região, com 2.051 projetos inscritos. Neste ano o evento alterou a data das exibições por conta da Copa do Mundo, sendo transferido de junho para 18 a 26 de agosto.
Com novidades, o festival não chega acompanhado apenas de filmes. “Teremos homenageados, pré-estreia de filmes, lançamentos de livros, exposição de cartazes com a curadoria de Márcia Okida. Em homenagem ao cinema brasileiro, teremos sessões com trilha sonora ao vivo de clássicos na Concha Acústica, show musical, virada cinematográfica, entre várias outras atividades”, comenta o organizador do festival, André Azenha.
Para dar mais espaço a novos artistas, o Santos Film Fest conta com diversas categorias nas exibições, como curtas regionais, nacionais, de terror, universitários, filmes periféricos, internacionais, entre diversas outras. Buscando sempre trazer novos talentos e levar o cinema a todos os públicos, André destaca que procura contar histórias interessantes. “O cinema é a arte de contar histórias, que sejam interessantes para o público, que encantem, emocionem e façam refletir, o objetivo é sempre esse.”
O Santos Film Fest não chama atenção apenas do cinema brasileiro. Com inscrições de mais 16 países e mais de 50 produções e coproduções internacionais, o evento recebeu projetos da Europa, Ásia e África, quebrando fronteiras e reunindo diversos pensamentos e ideias diferentes sobre arte e cinema.
O festival será realizado em mais de 15 locais de Santos, como ONG ‘S, cinemas, escolas públicas, faculdades, projetos sociais, Sesc e praças. As exibições também irão contar com espaços para pessoas com deficiência. “Fomos o primeiro festival a ter uma parte solidária e de inclusão de maneira consistente. Temos o Cinema Azul, que é uma sessão adaptada para PCDs. Nós temos a parte de audiovisual, palestras com intérpretes de Libras e muito mais, com a programação gratuita espalhada pela cidade”.
Para este ano são esperadas grandes mostras. “Fazemos um pré-lançamento da programação. Apresentamos o que vai acontecer e cobrimos em nossas redes sociais. Mostramos a classificação indicativa, o filme, tudo”.
Agora, o festival irá passar pela etapa de curadoria de todos os projetos inscritos. “Primeiro, avaliamos se os filmes seguiram corretamente todo o regulamento. Após isso, contamos com um júri profissional, formado por atores, diretores e professores, para cada amostra específica. Isso deve resultar em 140 a 150 filmes entre curtas e longas no festival.”
As exibições vencedoras serão premiadas no final. “São diversos troféus em uma festa de encerramento bem charmosa, toda decorada com quadros e pinturas de cinema, e sempre lotada”, adianta André.
*Estagiário sob supervisão de Isabela Marangoni


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