Política

Espanhóis no Brasil vão às urnas em maio escolher representantes

25/04/2026 Marco Santana
Divulgação

Espanhóis residentes em São Paulo vão às urnas no dia 9 de maio, para os representantes do Consejo de Residentes Españoles (CRE), e uma chapa composta por moradores da Baixada Santista está na disputa.

“Mais do que uma formalidade, essa votação define quem terá voz ativa junto ao Consulado e ao governo espanhol. O CRE é o órgão responsável por levar as demandas dos espanhóis que vivem fora da Espanha — e sua força depende diretamente da participação da comunidade”, afirma a jornalista Amanda Barrio, integrante a chapa “Unión por São Paulo”, que reúne nomes com experiência e atuação concreta na comunidade espanhola.

Ela destaca uma série de situação que precisam ser corrigidas, como problemas no atendimento consular e dificuldades nos processos de nacionalidade. “O momento exige mobilização, para termos uma atuação mais firme”, completa.

Entre as pautas defendidas pela chapa estão a reforma da Lei da Nacionalidade, ampliando e facilitando o acesso à cidadania; a melhoria na estrutura física e no número de funcionários do consulado, garantindo mais agilidade e eficiência nos atendimentos; e o fortalecimento da representação.

Barrio destaca que a chapa conta com pessoas que já desempenham funções no próprio CRE e no Consejo General de la Ciudadanía Española en el Exterior da região, e também representantes da capital e do interior do Estado, como São José do Rio Preto. “A formação da chapa reflete união, experiência e compromisso real com a comunidade”, completa.

A votação acontecerá das 9h às 15h, no Centro Espanhol de Santos (Avenida Ana Costa, 286) e Consulado Geral da Espanha em São Paulo (Avenida Brasil, 948, Jardim América). Para votar, é necessário apresentar passaporte espanhol ou DNI.

Os eleitores que estiverem distantes dos locais de votação também poderão participar por correio. Nesse caso, é preciso acessar o site do Consulado da Espanha, baixar a cédula de votação, preencher, anexar cópia do documento e enviar conforme as instruções oficiais.

Na Espanha, na semana passada, o primeiro-ministro Pedro Sanchez assumiu a posição de liderança de um movimento contra a extrema-direita e de combate à xenofobia: “Espanha é filha da migração e não vai ser mãe da xenofobia”, declarou à imprensa espanhola. Para Sánchez, o tempo da ultradireita acabou: “A vergonha mudou de lado; a vergonha é deles”, afirmou ao defender que o mundo se uma para enfrentar a extrema-direita.