
A Câmara de Santos aprovou por unanimidade, em segunda discussão, o projeto de lei que prevê a divulgação mensal dos valores recebidos por procuradores municipais a título de honorários por sucumbência – dinheiro que estes servidores recebem quando a Prefeitura ganha uma causa na Justiça.
Honorários
O projeto estabelece que será obrigatório especificar quem recebeu, quanto, relativo a quê e a base jurídica que fundamenta o pagamento. Em qualquer prefeitura, os procuradores são os servidores mais bem pagos: além de receberem o salário (hoje em torno de R$ 17 mil, no caso de Santos)m embolsam também os honorários advocatícios da ação. Em alguns casos, cifras milionárias.
Fura teto
Como não é considerado salário, os valores que recebem normalmente ultrapassam o teto constitucional (salário do ministro do Supremo Tribunal Federal). Autor da proposta, o vereador Benedito Furtado (PSB) explicou que o objetivo da medida é dar transparência a estes pagamentos.
A mãe do Jair
O viaduto no Km 15 da Rodovia dos Imigrantes, em Diadema, passou a receber o nome de Olinda Bolsonaro, mãe do ex-presidente. A iniciativa da homenagem foi do deputado estadual Paulo Mansur (PL).
Fã
É a segunda homenagem do parlamentar à família Bolsonaro. Em março, outro viaduto, na Via Anchieta, recebeu o nome de Geraldo Bolsonaro, pai de Jair. Um adversário político fez troça: ‘Se tirar um raio-X do quadril do Bolsonaro, vai aparecer a mão do Paulo Mansur…”
Ordem no fundo do mar
A Câmara de Guarujá vota na terça-feira (14) um projeto de lei para disciplinar o turismo aquático no Museu Submerso da Praia do Guaiúba, que conta com 15 esculturas no fundo do mar, a 500 metros da praia, feitas pelo artista plástico Adélio Sarro. Autor da proposta, o vereador Sérgio Santa Cruz (Cidadania) explica que o objetivo é estabelecer medidas de proteção ambiental, segurança e fiscalização.
Fogo no parquinho
Está cada vez pior a relação entre os vereadores santistas Fábio Duarte e Sérgio Santana com o deputado estadual Matheus Coimbra – todos do PL. Os parlamentares municipais acusam o estadual de sabotar o desejo de serem candidatos a uma vaga na Assembleia Legislativa. Coimbra diz que não tem nada a ver com isso.
Na área
Embora resida há muito tempo em Sorocaba, a deputada estadual Maria Lúcia Amary (PSD) é santista e mantém vínculos com a cidade. Em seu sexto mandato, ela rotineiramente envia recursos de emendas parlamentares para as cidades da região, como para a Santa Casa de Santos e o Hospital Guilherme Álvaro. Este ano, ela encaminhou R$ 320 mil para a Beneficência Portuguesa e R$ 300 para a Guarda Municipal de Santos.
Dobrada
Maria Lúcia tem boas relações com deputados federais de diversas regiões do estado, mas na eleição deste ano pedirá votos também para Paulo Alexandre Barbosa, que acaba de ingressar no PSD.
SÓ SEI QUE FOI ASSIM…
Tirando a escada
Em 2000, o então prefeito de Santos, Beto Mansur, era candidato à reeleição quando um empresário anunciou que também ia entrar na disputa. Fazia tempo que tinha esse desejo.
Filiou-se a um partido e disse que bancaria a campanha com recursos próprios.
Percebendo que poderia perder votos preciosos, Mansur pegou um atalho e acertou o apoio com o presidente nacional do partido.
O dirigente municipal, que tinha acertado com o empresário, aceitou a aliança feita “por cima” e embarcou na campanha de reeleição.
O empresário já havia construído seu plano de governo e escalado uma equipe de campanha, quando soube de reviravolta. Ficou sabendo, na própria pele, como a política funciona.


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