Economia

Venda de bombons, barras e ovos de Páscoa deve ter alta de 10%

01/04/2026 Da Redação
Paulo Pinto/Ag Brasil

Com ovos de chocolate mais caros, o comportamento do consumidor mudou, assim como as estratégias dos comerciantes. De acordo com a avaliação da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Santos Praia), ficou para trás o tempo em que supermercados, padarias e demais comércios tinham uma infinidade de ovos de Páscoa à mostra. As gôndolas estão menores e o consumidor está apostando em bombons, produtos menores e também nos artesanais.

No entanto, este cenário não significa que a data será menos doce, pois a entidade projeta um aumento de 10% nas vendas, principalmente nestes últimos dias antes do Domingo de Páscoa. “Apesar do ticket médio cair, o número de vendas sobe. Por isso há a expectativa de 10% a mais (nas vendas) do que na Páscoa passada”, diz o presidente da CDL Santos Praia, Nicolau Miguel Obeidi.

EMPREGOS

Ele afirma que, para dar conta do movimento, muitos lojistas contrataram mão de obra temporária. A própria CDL Santos Praia tem o programa Caça Talentos, que conecta quem precisa contratar a quem busca uma oportunidade. De acordo com a Assessoria de Imprensa, a CDL não registra número de pessoas contratadas, pois apenas disponibiliza os currículos aos lojistas, que fazem o processo seletivo.

PRODUÇÃO

Com base em dados da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), a CDL Santos Praia informa que, no Brasil, houve um aumento de 50% no número de empregos temporários, em relação a 2025 – cerca de 15 mil pessoas foram contratadas em 2026.

Ainda citando dados da Abicab, a entidade da Baixada Santista afirma que o setor disponibiliza no país mais de 800 tipos de produtos, com uma produção de cerca de 46 milhões de ovos de Páscoa para atender ao mercado nacional. Uma das tendências deste ano é o ovo em fatias, encontrado em diversos sabores e em tamanhos variados.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registra alta de 24,77% no preço do chocolate nos últimos 12 meses, reflexo, principalmente, da valorização do cacau no mercado internacional.