
Em 2025, o Mirassol foi uma pedra no sapato do Palmeiras no Brasileirão. Com ótima campanha, a equipe do interior não perdeu para o time alviverde e impôs ao clube da capital uma derrota que deu início ao declínio que tirou dos palmeirenses o grito duplo de campeão. Neste domingo, em seu retorno ao Allianz Parque, estreando o novo gramado sintético, os comandados de Abel Ferreira contaram com a precisão de Flaco López para sair de campo com a vitória por 1 a 0, pela sexta rodada do torneio nacional.
Ainda em marcha lenta desde a conquista do Paulistão e com importantes desfalques, o Palmeiras teve uma atuação insossa. Flaco López foi disparadamente o melhor em campo pelo lado alviverde, e o jovem lateral-esquerdo Arthur recebeu muitos aplausos. Já Arias ainda não se encontrou no time e tem lhe faltado inspiração.
O resultado deixa o Palmeiras com 13 pontos na segunda colocação do Brasileirão. O Mirassol soma seis pontos e fica na segunda parte da tabela do campeonato.
O próximo compromisso do Palmeiras está marcado para quarta-feira, no Allianz Parque, diante do Botafogo, às 19h. Já o Mirassol joga em casa, às 20h do mesmo dia, contra o Coritiba.
O Mirassol foi melhor do que o Palmeiras nos primeiros minutos. A equipe alviverde tentou fazer um jogo de maior posse de bola, mas a troca de passes lenta incomodou Abel Ferreira, que cobrava mais agilidade.
O Palmeiras melhorou aos poucos e começou a tomar conta do meio-campo. Era questão de tempo para o gol sair. Até que, aos 25 minutos, Flaco López arriscou um chute de fora da área e marcou um belo gol.
Os mandantes levaram um susto quando Gustavo Gómez acusou uma possível lesão. O Palmeiras não tem zagueiros reservas à disposição. A posição mais carente do elenco tem Murilo lesionado, além de Benedetti e Koné, que estão a serviço do time sub-20. Dessa forma, apenas o paraguaio e Bruno Fuchs, os titulares, estão aptos a atuar. Logo, porém, o capitão palmeirense se recuperou e voltou ao jogo.
Enquanto o Mirassol não conseguia avançar além da intermediária ofensiva, a partida se desenhou muito favorável ao Palmeiras para contra-ataques, apostando na velocidade pelos lados para pegar a defesa do Mirassol desprevenida. Mas o conjunto alviverde teve dificuldade para acertar fundamentos e desperdiçou seguidos lances que poderiam culminar em gol.
O Mirassol voltou para o segundo tempo com três mudanças, a fim de alterar o rumo da partida e ser mais perigoso. A ideia surtiu efeito, e o time do interior se postou no campo de ataque, fazendo a defesa do Palmeiras suar na marcação.
O Palmeiras usou e abusou, na segunda parte, de suas armas mais recorrentes na era Abel Ferreira: o contra-ataque e as trocas de passes em velocidade.
Foram escassos os lances perigosos. Houve certa tensão quando o VAR analisou um lance de possível pênalti de Victor Luís, hoje no Mirassol. As comissões técnicas discutiram brevemente, e a arbitragem descartou a penalidade máxima.
Nos acréscimos, o Mirassol armou uma blitz no setor ofensivo em busca do empate.



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