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Atleta santista garante dois vices em torneios da Federação Paulista de Jiu-Jitsu

11/03/2026 Da Redação
Divulgação

Faixa-preta 3º grau de jiu-jitsu, o santista Fred Cardoso voltou recentemente ao cenário competitivo e conquistou dois resultados expressivos em um mesmo fim de semana. Mesmo conciliando a rotina como pai de cinco filhos, gerente nacional de vendas, palestrante e professor da modalidade, ele participou de duas competições organizadas pela Federação Paulista de Jiu-Jitsu e terminou ambas como vice-campeão.

A primeira disputa ocorreu no sábado, durante o 1º Campeonato Grandes Mestres de Jiu-Jitsu, evento voltado a atletas experientes. Utilizando estratégia e controle ao longo das lutas, Fred avançou até a decisão da categoria e ficou com a segunda colocação.

No dia seguinte, retornou ao tatame para competir na etapa inicial do Circuito Paulista de Jiu-Jitsu Sem Quimono. Apesar do desgaste físico acumulado, o atleta voltou a alcançar a final, repetindo o resultado do dia anterior.

Segundo ele, a diferença entre as modalidades exige ajustes técnicos e físicos. “Sem as pegadas do quimono, a luta exige mais velocidade, explosão e adaptação. Mesmo após o desgaste do dia anterior, mantive alto desempenho físico e mental, garantindo novamente vaga na final e mais um vice-campeonato para consolidar um final de semana muito positivo tanto no Gi quanto no No-Gi”, afirmou.

Fred destaca que a organização da rotina e a disciplina são fatores fundamentais para manter o equilíbrio entre trabalho, família e esporte. “É algo que vivo diariamente e que norteia minha vida em tudo. Tanto que todos os filhos aprendem e gostam de treinar”, disse.

Aluno do mestre Rodrigo Cavaca e com mais de duas décadas dedicadas ao jiu-jitsu, ele afirma que as competições representam um processo de evolução contínua. “Competir não é apenas buscar medalhas. É testar limites, manter-se afiado e mostrar aos meus filhos que o processo vale mais do que o resultado”, ressaltou.

Além dos treinos e competições, Fred também conduz atividades em uma academia montada em sua própria residência. A estrutura foi criada após a mudança para uma casa maior com a esposa, Verônica, e passou a ser utilizada principalmente para aulas particulares.

Entre os alunos mais frequentes estão os próprios filhos: as filhas Maria Clara, Maria Eduarda, Maria Flor e a caçula Maria Cecília, além do único menino, João. As duas mais velhas já demonstram habilidade na modalidade.

Para o atleta, a convivência diária no tatame com a família também contribui para seu desenvolvimento como professor. “Essa troca é muito rica e especial. Ensinar meus filhos me faz refletir mais sobre o ensino, sobre a forma de explicar e transmitir o Jiu-Jitsu. Sem dúvida, isso me ajuda a me desenvolver como professor e a me tornar melhor também para os outros alunos”, afirmou.

Atualmente, a academia doméstica reúne cerca de 20 praticantes sob sua orientação.