Economia

São Vicente vive valorização, novos empreendimentos e alta no emprego

21/01/2026 Da Redação
São Vicente vive valorização, novos empreendimentos e alta no emprego | Jornal da Orla

São Vicente atravessa um período de forte aquecimento do mercado imobiliário, impulsionado por políticas públicas de incentivo, intervenções urbanas e mudanças na legislação. O movimento tem refletido diretamente na valorização dos imóveis e na geração de empregos na construção civil, colocando o Município entre os destaques nacionais do setor.
Dados do índice FipeZap apontam São Vicente como uma das cidades com maior valorização imobiliária do País. Em 2025, a primeira cidade do Brasil ocupou a 54ª posição no ranking nacional, com crescimento de 3,25% no valor dos imóveis. O cenário positivo também se reflete no mercado de trabalho: balanço do Caged indica um salto de 60% na oferta de empregos ligados à construção civil, índice bem acima dos cerca de 30% registrados no Estado de São Paulo e no Brasil.
O avanço é atribuído a medidas adotadas pela Prefeitura, como alterações na Lei de Uso e Ocupação do Solo, criação das Zonas Especiais de Turismo, ampliação do potencial construtivo — hoje considerado o mais atrativo da região — e autorização para a construção de estúdios, modalidade em ascensão no mercado imobiliário.
“Detectamos três pilares para projetar uma São Vicente mais desenvolvida: a recuperação do eixo centro-praia, o investimento na Área Continental e o fomento à construção civil. Hoje, conseguimos notar construções por todos os cantos e saldos positivos na valorização imobiliária”, destaca o prefeito Kayo Amado, ao afirmar que o cenário é resultado do resgate de credibilidade e da facilitação ao empresariado.

IBGE

O desempenho local acompanha o cenário nacional. Segundo o IBGE, a construção civil cresceu 4,3% em 2024, alcançando um PIB de R$ 359,5 bilhões.
Entre as ações estruturantes está o programa São Vicente de Cara Nova, responsável por reurbanizações como as da Orla do Gonzaguinha e do centro comercial, fortalecendo áreas com alto potencial de consumo e geração de empregos. Outro projeto estratégico é a inserção da Área Continental na Poligonal do Porto, que pode incorporar 6,4 km² aos investimentos portuários, abrangendo bairros como Humaitá e Vale Novo, proposta ainda em análise pelo Ministério dos Portos e Aeroportos.

NOVA FASE

Para o diretor regional do Secovi-SP, Carlos Meschini, o mercado imobiliário local vive uma nova fase. “Observamos um aumento no interesse de construtores e incorporadores, impulsionado por um ambiente mais favorável e pela atuação da municipalidade”, afirma. Segundo ele, a diversificação dos produtos amplia o alcance do setor, com bom desempenho tanto no médio e alto padrão quanto no segmento popular, sustentado por programas habitacionais.

Ao projetar o futuro, o prefeito resume: “A gente vislumbra uma cidade mais viva, com oportunidades, para entregar uma São Vicente muito melhor em 2032, quando completa 500 anos”.