Política

Pomini acredita acordo Mercosul-União Europeia dobrará movimentação do porto

16/01/2026 Marco Santana
Divulgação

O diretor-presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, avalia que o acordo Mercosul-União Europeia será extremamente positivo para o porto santista. “Hoje, movimentamos 180 milhões de toneladas. Com novas rotas e mais competitividade, podemos chegar a 400 milhões”.

Preparação
Ele explica que, quando Europa e Mercosul se conectam, o mundo inteiro recalcula suas rotas. “Resultado: mais comércio, mais Brasil no mapa global”, diz. “E Santos está se preparando: mais profundidade no canal, mais armazenagem, mais tecnologia e mais eficiência”, completa.

Cotado
Por conta de seu desempenho no comando do maior porto brasileiro, Pomini está sendo cotado para assumir o Ministério de Portos e Aeroportos, já que o atual ocupante do cargo, Sílvio Costa Filho (Republicanos), confirmou que sairá para disputar uma vaga no Senado por Pernambuco. Além da capacidade de “desatar nós”, Pomini é destacado por conta de sua habilidade política. Sua indicação é bem vista pelo presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira.

Perdido
Na reunião realizada em São Vicente para discutir os problemas no abastecimento de água na Baixada Santista, na quarta-feira (14), o deputado federal Carlos Alberto da Cunha (PP) parecia um cachorro que caiu do caminhão de mudança. “Enquanto não há privatização, a empresa pública tem que tomar providências para que a gente não tenha mais esse sofrimento”, disse, em referência à Sabesp, que foi privatizada em julho de 2024.

Pediu a cabeça
A prefeita de Mongaguá, Cristina Wiazowski (PP), quer que a Câmara apure a conduta do vereador Edicarlos Felismino (Republicanos), que ela considera incompatível com o decoro parlamentar e, portanto, passível de cassação. O motivo é um vídeo publicado pelo parlamentar, no qual, na avaliação dela, ele busca desqualificá-la pessoalmente e faz afronta direta à dignidade institucional do cargo de prefeita.

Sumiço
No vídeo, o vereador dança forró e canta uma música em que fala do “sumiço” da prefeita. “Alô, Cristina! Desce para a rua, vem ver de perto a cidade nua”, diz em um trecho e em outro: “E o povo comenta rindo para não chorar que tem prefeita, mas quem manda é outro lá”, referindo-se ao secretário de Governo, Paulo Wiazowski, que é marido de Cristina.

Crítica à gestão
Felismino nega que tenha feita ataque pessoal. “O conteúdo trata de gestão pública, não de vida pessoal. A letra não ofende, não xinga e não acusa crime. A música fala da realidade da cidade”, afirma em postagem na internet, ilustrada com uma foto em que aparece com um esparadrapo na boca e a inscrição: “Censurado”. O caso será analisado pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar assim que acabar o recesso legislativo, no dia 2.