
Assessor de Ações Governamentais da Sabesp, João Paulo Tavares Papa se reúne hoje, às 10h, com representantes da União de Vereadores da Baixada Santista (Uvebs). Participam do encontro, na sede regional da empresa, em Santos, um vereador de cada município da região metropolitana.
Protesto
O presidente da Uvebs, o vereador praiagrandense Cadu Barbosa (PRD), explica que a entidade estava organizando uma manifestação em protesto aos problemas de abastecimento de água na região. “A gente achou melhor conversar antes do que fazer uma manifestação. Se ele (Papa) não der uma boa explicação, nós vamos fazer um negócio bem forte”, avisou.
Abastecimento
Na terça-feira, Papa gravou um vídeo na área de captação do Rio Branco, em Itanhaém, para explicar a situação. Segundo ele, os sistemas de abastecimento de todas as cidades, como exceção das do litoral sul (Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe), já foram restabelecidos.
Estiagem
Papa atribui a falta de água à estiagem prolongada, ao grande número de pessoas na região e, depois, às chuvas torrencias que afetaram o sistema de abastecimento. “Este foi o maior período de estiagem dos últimos 10 anos. Os mananciais que abastecem a região precisam de chuvas”, explicou.
Cava da Pedreira
Papa, que é ex-prefeito de Santos e ex-deputado federal, acrescenta que o projeto de utilizar a cava da Pedreira, na área continental do município, como reservatório de água não foi descartado. “Nós tivemos um problema jurídico para fazer a aquisição desta área. A Sabesp não podia ficar parada esperando resolver uma questão jurídica, que pode se estender por anos. Este projeto está na prateleira, mas buscamos novas soluções”, explicou.
Aniversário
Acontecem hoje, em diversas cidades brasileiras, atos para lembrar a baderna ocorrida em 8 de janeiro de 2023 – um ingrediente da tentativa de golpe contra a democracia comandada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em Santos não haverá mobilização, os manifestantes vão participar de atividades na capital paulista, mas haverá outro evento.
Sarau
Movimentos de esquerda se reúnem a partir das 19h na Vila do Teatro (Praça dos Andradas, 15, Centro), onde serão realizadas diversas atividades, como roda de conversa, apresentações musicais teatrais, poéticas e circenses. O nome do evento é Sarau do Golpe: América Latina Livre, sem anistia.
Dívidas pagas
Ao fazer um balanço de sua gestão iniciada em 2021, o prefeito de São Vicente, Kayo Amado (Podemos), revela que foram pagos mais de R$ 650 milhões de dívidas deixadas por gestões anteriores. Entre elas, pendências trabalhistas e previdenciárias e obras sem prestação de contas.
Pobres
“Para quem imagina que São Vicente vive um céu de brigadeiro, não faz ideia dos desafios jurídicos, fiscais e financeiros que enfrentamos diariamente para manter a Cidade de pé”, diz. “Estamos nos reorganizando. Falta muita coisa porque somos pobres, porque o Brasil é um país injusto, com uma distribuição de riqueza igualmente injusta entre os municípios”, completa.
Desproporção
Amado destaca uma situação da qual reclama há tempos: a desproporção de repasses dos governos federal e estadual à cidade. “São Vicente é a 83ª do Brasil em termos populacionais, ocupa apenas a posição 4.822 em renda per capita, mas dispõe de receita menor do que 87% dos municípios brasileiros”, explica.


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