Política

Prefeito de Santos garante tarifa de ônibus congelada até o final de 2028

03/01/2026 Marco Santana
Isabela Carrari/PMS

O prefeito de Santos, Rogério Santos (Republicanos), afirma que pretende manter o valor da tarifa do transporte coletivo municipal sem reajuste até o final de seu governo, em 2028. Segundo ele, sem o subsídio dado pela Prefeitura, a tarifa custaria R$ 7,70, e não os atuais R$ 5,25. “Ao congelar a tarifa, mais pessoas têm acesso ao serviço”.

Tarifa zero
O debate a respeito da Tarifa Zero vem ganhando cada vez mais corpo. O presidente Lula (PT) já anunciou que é uma de suas metas para 2026. O prefeito santista aprova a medida mas faz ressalvas. “Cada ente federativo tem que arcar com uma parte, 33% cada. Santos está preparada. Hoje, o subsídio é de 29%. Se o governo federal desenvolver este projeto, junto com o governo do Estado, Santos já tem a parte dela garantida”, assegura. “O que não pode é fazer o projeto e depois deixar para os municípios bancarem tudo”, completou.

Indenização
O ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), está indignado com a indenização que o Governo do Estado vai pagar às concessionárias de estradas, por conta da queda de movimento durante a pandemia. Serão cerca de R$ 2,5 bilhões. “Mas todo mundo teve prejuízo! Não seria justo devolver para todo mundo?”, questiona, criticando o governador paulista. “Tarcísio, tenha juízo, rapaz! Tudo isso ainda vai dar um problema grave na sua vida”, avisou.

Sem água
Diante da falta de água em diversos bairros da cidade, a vereadora santista Débora Camilo (PSOL) anunciou que vai acionar o Ministério Público, pedindo apuração e responsabilização. “O trabalhador passa o dia debaixo do sol e, quando chega em casa, está sem água para o básico”, diz, indignada.

Agonia
Para atenuar o sofrimento dos moradores da Caneleira e da Vila Pantanal, o vereador Francisco Nogueira (PT) providenciou dois caminhões-pipa. “Os sistemas de abastecimento estão operando abaixo da capacidade. Não houve o planejamento adequado! Onde estão os investimentos?”, questiona.

Privatização
Nogueira acrescenta que, após a privatização da Sabesp, voltou a faltar água em bairros da orla – o que não acontecia há 40 anos. “Não é coincidência”.

Reciclagem
Um vereador de Praia Grande, da base de apoio ao governo municipal, ficou surpreso com recente discurso do prefeito Alberto Mourão (MDB), defendendo a reciclagem. “Cada pessoa produz 800 gramas de lixo por dia, sendo que no mínimo 320 poderiam ser recicladas. Ao longo do ano, é como se cada um estivesse matando seis árvores”, disse.

Árvores e obras
Sob condição de anonimato, para não perder os dedos e os anéis, o vereador comentou: “Logo ele, que praticamente retirou todas as árvores para construir a Via Expressa Sul e não replantou. Basta ver as fotos do passado”, disse.

 

SÓ SEI QUE FOI ASSIM…

Operação Tom & Jerry

Para acabar com a proliferação de ratos nos jardins da praia de Santos, no final da década de 1980, o então prefeito Oswaldo Justo mandou soltar dezenas de gatos. Seria uma solução “natural”, argumentava. A iniciativa ganhou o apelido de Operação Tom & Jerry.

Porém, e sempre tem um porém, a situação não saiu como ele imaginava. Os gatos não caçavam os ratos e se multiplicaram (estima-se mais de 300), deixando a cidade com dois problemas. Aliás, vários. Além do fedor da urina e das fezes dos animais, houve um surto de bicho geográfico nas pessoas, uma doença dermatológica causada pelos excrementos dos bichos.

No final do governo de Justo, a iniciativa já estava esvaziada e terminou de ser extinta na gestão de sua sucessora, a petista Telma de Souza.