Política

Denúncia coloca em xeque cargo do secretário de Guarujá

29/12/2025 Marco Santana
Reprodução/Facebook

Funcionária acusa Paulo Siqueira Paulo Siqueira de importunação sexual

O prefeito de Guarujá, Farid Said Madi (Podemos), está sendo aconselhado a exonerar o secretário de Comunicação de seu governo, Paulo Henrique Siqueira, por conta da denúncia de assédio sexual feita por uma mulher de 26 anos, subalternada do secretário.

O caso foi denunciado por ela à Ouvidoria-Geral do município e também à Polícia Civil. A mulher acusa o secretário, conhecido como Paulão, de tentar, sistematicamente, beijá-la à força, fazer comentários de conotação sexual, obrigá-la a “dar uma voltinha” para ver suas nádegas, entre outras importunações.

A funcionária relata que começou a trabalhar na repartição durante a gestão do antecessor dele, o jornalista Fábio Behrend e continuou quando ele foi exonerado, em junho, e foi substituído por Paulão, que era secretário-adjunto.

Segundo ela, as abordagens indevidas começaram um mês após ele começar a trabalhar diretamente com o novo secretário. Algumas destas, como comentários a respeito de sua aparência e vestimentas, foram testemunhadas por outros funcionários da repartição.
Nos depoimentos à Ouvidoria-Geral e à Polícia, a servidora garante que protestou contra as investidas. “Falei que ali eu era funcionária, estava para trabalhar, que não gostava desse tipo de brincadeira e que era para ele me respeitar”, garante.

Segundo ela, Paulo Siqueira respondeu que “tudo bem”, mas as investidas não pararam. A funcionária afirma que as importunações eram verbais e presenciais, grande parte quando estavam os dois sozinhos na sala do secretário, não havendo, portanto, nenhum registro de mensagem de texto ou áudio pelo celular.

A denúncia de assédio sexual se junta à insatisfação, de outros membros do governo, com o desempenho de Paulão na divulgação dos atos da administração e em seus critérios na distribuição das verbas da publicidade oficial.

MENTIRA

O caso foi revelado pelo portal Metrópole no sábado (27). No mesmo dia, Paulão divulgou uma nota oficial se defendendo das acusações. “Em quase 20 anos de trabalho no setor público, jamais fui alvo desse tipo de ataque e mentira. Sempre respeitei as profissionais que trabalharam comigo, e nego qualquer tipo de assédio sexual ao longo de todo esse período. Sou casado e pai de 4 filhos, sendo 3 meninas, menores de idade, e me sinto indignado diante das falsas acusações feitas, que afetam toda minha família”, afirma.

O secretário declara que a Prefeitura não se omitiu e abriu de imediato uma sindicância. “Vou responder exercendo meu direito de defesa. Sigo confiante de que vou comprovar a inexistência dos atos que são injustamente alegados. E, em relação os demais ataques a mim e minha família, vou recorrer à Justiça para garantir que a verdade seja restabelecida”, finaliza.