
2025 foi um ano de vitórias que deram orgulho, de encontros que emocionaram e de momentos raros de celebração coletiva. Mas foi também um ano duro, marcado por despedidas profundas. Ao longo dos meses, a sensação foi de alegria e luto caminhando juntos, como se cada conquista viesse acompanhada da lembrança de tudo o que se perdeu no caminho.
O cinema brasileiro viveu um de seus momentos mais fortes. Ainda Estou Aqui venceu o Oscar, enquanto O Agente Secreto foi consagrado em Cannes. Em pouco tempo, o Brasil ocupou dois dos palcos mais simbólicos do cinema mundial e voltou a ser assunto fora de casa, agora com reconhecimento e peso histórico.
Despedidas
Mas 2025 também ficará na memória como um ano de perdas. A literatura e o jornalismo se despediram de vozes centrais, como Luis Fernando Veríssimo, Mino Carta, Marina Colasanti, Mario Vargas Llosa e Frederick Forsyth. Autores que ajudaram a formar leitores, ampliar debates e organizar o pensamento crítico deixaram um vazio difícil de preencher.
A imagem, o humor gráfico e a moda também perderam alguns de seus maiores nomes. Sebastião Salgado, Jaguar e Giorgio Armani se foram, deixando obras que continuam a falar por eles. Olhares, traços e estilos que ajudaram a definir uma época.
No cinema, o luto foi amplo e contínuo. Em um mesmo ano, partiram Robert Redford, David Lynch, Claudia Cardinale, Diane Keaton, Francisco Cuoco, Carlos Miranda, Cacá Diegues, Richard Chamberlain, Lúcia Alves, Gene Hackman, Rob Reiner, Val Kilmer, Michael Madsen, Berta Loran, Terence Stamp e Diane Ladd. Foram despedidas que atravessaram gerações e deixaram marcas profundas na história do audiovisual.
A música sentiu um impacto parecido. Do rock ao samba, do pop à música instrumental, 2025 reuniu a morte de artistas que moldaram sons e emoções de diferentes épocas: Ozzy Osbourne, Preta Gil, Angela Ro-Ro, Lô Borges, Nana Caymmi, Jimmy Cliff, Roberta Flack, Brian Wilson, Lalo Schifrin, Arlindo Cruz e Hermeto Paschoal. Vozes que seguem ecoando, mesmo depois do silêncio.
Enquanto isso, o entretenimento global mudava de forma. A compra da Warner pela Netflix alterou o equilíbrio de poder da indústria audiovisual e simbolizou o fim de uma era para os grandes estúdios tradicionais.
Nem tudo foi perda. A reunião do Oasis transformou nostalgia em acontecimento global e devolveu aos palcos uma banda que marcou gerações. O roubo das joias históricas no Louvre chocou o mundo da arte e expôs fragilidades impensáveis no maior museu do planeta. E, no Rio de Janeiro, Lady Gaga transformou Copacabana em palco mundial, diante de uma multidão histórica, em um raro momento de catarse coletiva.
Entre conquistas, despedidas e viradas, 2025 se firmou como um ano intenso. Um ano que deixou orgulho, saudade e a certeza de que alguns períodos não passam — ficam.



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