
O Natal representa o momento mais esperado pelos lojistas, segundo a pesquisa divulgada pelo Sindicato do Comércio Varejista
As vitrines ganham enfeites natalinos, as ruas ficam mais movimentadas e o comércio se prepara para receber consumidores em busca dos presentes de fim de ano. O Natal representa o momento mais esperado pelos lojistas, segundo a pesquisa divulgada pelo Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sincomércio BS-VR), 35% dos lojistas entrevistados esperam crescimento entre 5% e 10% nas vendas. Outros 30% acreditam em aumento de até 2%, enquanto 25% apostam em expansão de 3% a 4%. Apenas 10% dos comerciantes entrevistados acreditam que as vendas ultrapassarão os 10%.
O presidente da entidade, Omar Abdul Assaf, explica que o otimismo dos empresários tem relação com o pagamento do 13º salário, que amplia o poder de compra do consumidor.
“O Natal é a principal data do varejo e é somado ao pagamento do 13º salário, que amplia o poder de compra do consumidor. Além disso, os empresários da região estão mais preparados, com planejamento antecipado, variedade de produtos e estratégias de preços e pagamento que estimulam as compras”, afirma.
O levantamento mostra que roupas, calçados e acessórios lideram as preferências de 45% dos consumidores. Utilidades domésticas aparecem em segundo lugar, com 37%, seguidas por itens de beleza e perfumaria, com 28%. Brinquedos e produtos infantis representam 25% das intenções de compra, e eletrônicos, 20%.
Assaf explica que esse padrão se repete ao longo dos anos. “São itens versáteis, com preços variados e que atendem públicos diferentes. O que percebemos é uma valorização maior de produtos práticos e úteis, o que reforça essa liderança, especialmente em um cenário em que o consumidor pesquisa mais e compra de forma mais consciente”, diz.
PIX
A forma de pagamento preferida pelos consumidores neste Natal mudou. O Pix concentra 50% das intenções de uso, seguido pelo cartão de crédito, com 30%. Débito ou dinheiro aparecem com 15%, e outras formas somam 5%.
O presidente do Sincomércio afirma que o Pix trouxe mais agilidade para as vendas e tem boa aceitação tanto pelos consumidores quanto pelos lojistas.
“Ele facilita a finalização da compra, reduz custos operacionais e contribui para um fluxo de caixa mais imediato, o que é positivo para o comércio, especialmente em datas de grande movimento como o Natal”, explica Omar.
O estudo mostra ainda diferentes perfis de gastos entre os consumidores. Enquanto 35% planejam gastar até R$ 250, outros 25% pretendem desembolsar entre R$ 251 e R$ 500. O mesmo percentual planeja realizar aquisições de R$ 501 a R$ 1.000, e 15% pretendem gastar acima de R$ 1.000.
ESTRATÉGIA
Os comerciantes planejam usar diversas táticas para aumentar as vendas. Descontos, promoções e ofertas diretas aparecem em 65% das estratégias, seguidos por parcelamento ou condições facilitadas de pagamento, com 55%. Marketing digital e divulgação online representam 50% das ações, enquanto vitrines, ambientação e experiência na loja somam 35%.
Assaf também destaca que o comércio físico tem investido em diferenciais para enfrentar a concorrência do e-commerce. “Como atendimento personalizado, experiência de compra, pronta-entrega e relacionamento com o cliente. Além disso, muitos empresários adotaram estratégias digitais, integrando loja física e online, o que fortalece a competitividade do comércio local”, ressalta.
O presidente do sindicato acrescenta que muitos lojistas recorrem à contratação temporária neste período, principalmente nos segmentos que registram maior fluxo de clientes. Segundo ele, essas contratações ajudam a melhorar o atendimento e também têm um impacto positivo na geração de empregos, ainda que de forma sazonal”, diz Assaf.


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