
Reconhecimento do Ministério da Saúde destaca trabalho contínuo da cidade desde 2017
Santos será oficialmente reconhecida pelo Ministério da Saúde, nesta quarta-feira (3), em Brasília, pela eliminação da transmissão vertical do HIV , quando o vírus passa da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação. A certificação é o mais alto nível da categoria e foi concedida após análise de indicadores dos últimos três anos, além de visitas técnicas às unidades municipais de saúde.
Embora o ministério tenha considerado dados de 2022 a 2024, Santos não registra casos de transmissão vertical desde 2017, resultado de um conjunto de ações contínuas e políticas públicas consolidadas.
Após o envio de documentos que comprovam as boas práticas da rede municipal, o Ministério da Saúde enviou, entre 15 e 17 de setembro, uma equipe nacional para validar os dados. Eles visitaram unidades de assistência, setores administrativos, maternidade, laboratório, centros de apoio e o Consultório na Rua, verificando fluxos de atendimento, diagnóstico, monitoramento e acompanhamento de gestantes com HIV e crianças expostas.
Neste ano, 59 municípios e sete estados brasileiros serão certificados por eliminar a transmissão vertical ou por avançar em boas práticas, dentro da programação do Dezembro Vermelho. O marco ocorre no mesmo ano em que o Brasil atingiu as metas nacionais de eliminação da transmissão vertical do HIV e celebra 40 anos da resposta nacional à Aids.
A rede municipal integra uma série de medidas dentro do Programa Mãe Santista, que acompanha a gestante desde a confirmação da gravidez até o parto. São realizados ao menos cinco testes para HIV ao longo da gestação, além de exames para sífilis e outros acompanhamentos laboratoriais.
O parceiro também é incluído no cuidado, por meio do pré-natal do parceiro. Desde 2023, ele tem acesso a um check-up completo, incluindo testes para HIV, sífilis e hepatites, além de outros exames e atualização vacinal.
Quando a gestante é diagnosticada com HIV, recebe orientações específicas, como a impossibilidade de amamentar. Após o parto, o bebê inicia tratamento preventivo com antirretrovirais até o 28º dia de vida, e o município fornece fórmula infantil para garantir alimentação segura.



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